DESPORTO
Infiltrações no Pavilhão do Ferroviário de Nampula mancharam jogos decisivos do Nacional de Futsal
As infiltrações de água da chuva no Pavilhão do Ferroviário de Nampula voltaram a expor o avançado estado de degradação daquela infra-estrutura desportiva, condicionando jogos decisivos do Campeonato Nacional de Futsal e gerando preocupação entre atletas, adeptos e amantes do desporto.
A situação tornou-se mais evidente no sábado, dia 19, durante o jogo de apuramento do terceiro lugar entre o Grupo Desportivo de Xicomu e a Liga Desportiva de Maputo, quando a partida teve de ser interrompida na segunda parte devido à água que caía no interior do recinto. O encontro acabou adiado para domingo, prolongando a competição até ao dia 21, facto que causou frustração entre o público e as equipas envolvidas.
De acordo com os adeptos, trata-se de um problema antigo que se agravou num momento em que o pavilhão acolhia uma das principais competições nacionais da modalidade. Para muitos, as infiltrações colocaram em risco a segurança dos atletas, devido ao piso escorregadio, e afectaram a credibilidade da prova.
Alexandre, adepto que adquiriu bilhete para assistir aos jogos decisivos, acabou por abandonar o recinto antes do fim.
“Eu vim para assistir à final de futsal, mas infelizmente o campo não está em condições para receber um campeonato desta dimensão. Já se sabia que o problema existia e podia ter sido resolvido com manutenção”, lamentou.
A indignação é partilhada por outros espectadores, que alertam para o impacto negativo deste tipo de ocorrências na adesão do público às competições realizadas naquele espaço. Para Agnes Tiago, a situação desvaloriza o esforço de todos os intervenientes.
“Desvaloriza o esforço das equipas, da equipa técnica e corta a moral do público. Antes de tudo devia ter havido uma avaliação e manutenção do local. Eu própria fiquei desmotivada para continuar a assistir aos jogos”, afirmou.
Cornélio, outro amante do desporto, considera que a organização deveria ter tido maior capacidade de previsão, sobretudo tendo em conta a época chuvosa.
“Uma organização destas devia prever este tipo de situação. Estamos na época das chuvas e isso devia ter sido considerado para evitar problemas como estes”, observou.
As preocupações estendem-se igualmente à segurança dos atletas. Adela Omar alertou para os riscos associados à prática desportiva num recinto com infiltrações.
“Qualquer jogador pode escorregar e sofrer uma queda. O mínimo seria garantir que o campo estivesse em condições”, frisou.
Durante os incidentes, enquanto a chuva persistia, a equipa de limpeza recorreu a panos e baldes para tentar conter a água que pingava do tecto, numa solução improvisada que não evitou a interrupção de pelo menos dois jogos do campeonato.
Para os adeptos, o episódio evidencia a necessidade urgente de intervenções estruturais no Pavilhão do Ferroviário de Nampula, sob pena de situações semelhantes continuarem a comprometer a segurança dos atletas e a imagem das competições nacionais realizadas na província. José Luís
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