SOCIEDADE
Hospital Central de Nampula remove tumor gigante de jovem de 25 anos
O Hospital Central de Nampula (HCN) realizou, recentemente, uma cirurgia de alto risco que salvou a vida de uma jovem de 25 anos, natural de Alto Ligonha, na Zambézia, que carregava um tumor gigante no ovário — inicialmente confundido com uma gravidez.
A intervenção foi conduzida pela médica ginecologista Felipa Gans Lisboa, que explicou que a paciente chegou ao HCN após mais de um ano a acreditar estar grávida, devido ao aumento do volume abdominal e à ausência de menstruação. Sem acesso a ecografia e após sucessivas suspeitas de gravidez em unidades de saúde locais, o tumor cresceu até níveis extremos, comprimindo vários órgãos e colocando a vida da mulher em risco.
Após exames complementares, como ecografia abdominal e TAC, a equipa médica realizou uma incisão mediana e conseguiu remover totalmente a massa. A cirurgia decorreu sem complicações maiores e devolveu qualidade de vida à paciente, mãe de cinco filhos.
“Quando observamos, vimos que não tinha nada de gravidez. A ecografia mostrou que se tratava de um tumor gigante. Se tivesse demorado mais, ela iria morrer na comunidade, porque aquela massa já comprimida todos os órgãos, inclusive o diafragma”, explicou a ginecologista.
Gans alertou para a necessidade de reforçar a saúde primária nas periferias, sublinhando que muitos tumores ginecológicos poderiam ser diagnosticados precocemente com equipamentos básicos.
“Tumores não deviam chegar àquele tamanho. Falta prevenção na comunidade e faltam ecógrafos nas unidades periféricas. Isto mostra uma fragilidade no nosso sistema de diagnóstico”, declarou.
A médica acrescentou que muitos casos agravam-se devido a crenças e tratamentos tradicionais.
“Muitas mulheres começam no curandeiro, tomam ervas, acreditam em feitiço ou superstição. Só chegam ao hospital quando a situação é grave. Isso atrasa o tratamento e pode custar vidas”, disse.
O tumor removido será submetido ao exame de anatomia patológica, que determinará se é maligno, benigno ou borderline. A paciente permanece em vigilância pós-operatória.
A ginecologista reforçou a importância dos rastreios regulares, lembrando que tumores do ovário são silenciosos e só apresentam sintomas em fases avançadas.
“Qualquer tumor diagnosticado numa fase inicial tem cura. Mas é preciso que as pessoas procurem o hospital cedo e façam os seus rastreios. O abandono do hospital não significa abandonar a doença, ela continua com a pessoa”, alertou. Redacção
-
SOCIEDADE6 meses atrásUniRovuma abre inscrições para exames de admissão 2026
-
SOCIEDADE2 anos atrásIsaura Nyusi é laureada por sua incansável ajuda aos mais necessitados e recebe título de Doutora
-
CULTURA1 ano atrásVictor Maquina faz sua estreia literária com “metamorfoses da terra”
-
DESPORTO2 anos atrásReviravolta no Campeonato Provincial de Futebol: Omhipithi FC é promovido ao segundo lugar após nova avaliação
-
OPINIÃO2 anos atrásO homem que só gostava de impala
-
ECONOMIA10 meses atrásGoverno elimina exclusividade na exportação de feijão bóer e impõe comercialização rural exclusiva para moçambicanos
-
POLÍTICA11 meses atrásGoverno de Nampula com nova cara: nove novos administradores e várias movimentações
-
OPINIÃO2 anos atrásDo viés Partidocrático à Democracia (Participativa)
