ECONOMIA
Governador de Nampula abre armazéns do INGD e encontra produtos dentro do prazo
O governador da província de Nampula visitou os armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e assegurou não ter encontrado produtos deteriorados, contrariando informações que circulavam nas redes sociais sobre alegada má gestão de donativos.
A deslocação, que contou com a presença de órgãos de comunicação social, visou verificar no terreno denúncias que apontavam para negligência no acondicionamento e distribuição de bens humanitários. Segundo o governante, a iniciativa partiu da própria liderança provincial, que decidiu abrir as portas das infra-estruturas para escrutínio público.
“Não havendo nada a esconder por parte do governador e do INGD, convidámos toda a imprensa para vir verificar os armazéns”, afirmou.

Durante a visita, o dirigente disse acreditar que todos os espaços foram inspecionados e lançou um desafio directo aos jornalistas para indicarem eventuais armazéns não visitados, reforçando a ideia de transparência no processo.
O governador reconheceu que qualquer instituição está sujeita a falhas, mas sublinhou que, até ao momento, não foram encontradas evidências que confirmem as acusações divulgadas online. Para o chefe do Executivo provincial, o foco deve estar na correcção de eventuais problemas e não na amplificação de informações não verificadas.
Na ocasião, manifestou preocupação com o que considera ser uma crescente onda de desinformação na província, alertando que a propagação de conteúdos não confirmados pode minar a confiança nas instituições públicas e afectar o fluxo de ajuda humanitária destinada às populações vulneráveis.
“Se houvesse provas, haveria responsabilização”
O governador de Nampula garantiu que tomaria medidas imediatas caso fossem confirmadas irregularidades na gestão dos produtos armazenados pelo INGD.
Segundo afirmou, a responsabilização dos gestores seria automática e poderia incluir a participação do caso às autoridades judiciais.
“Se tivesse provas, os responsáveis iriam sofrer com isto. Antes da minha saída viria aqui à Procuradoria”, declarou.
O dirigente reiterou, contudo, que a inspecção realizada não revelou situações que confirmem as denúncias que circularam recentemente nas redes sociais, razão pela qual considerou o assunto, para já, esclarecido no plano factual. Faizal Raimo
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