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ECONOMIA

Giquira lança “troca de lixo por dinheiro” em Nampula

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O Município de Nampula vai implementar um novo modelo de gestão de resíduos sólidos baseado na economia circular, no qual o lixo deixará de ser apenas um problema urbano para passar a ser uma fonte de rendimento para os munícipes.

O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Municipal, Luís Giquira, que explicou que o Executivo vai criar centros de recolha de resíduos nos postos administrativos, onde os cidadãos poderão levar o lixo produzido nas suas casas e nos mercados para ser pesado e vendido ao município.

Segundo o edil, o sistema prevê que os munícipes recebam um valor em dinheiro pelo lixo entregue, utilizando parte da taxa de saneamento para incentivar a participação da população na limpeza da cidade.

“O objectivo é criar um conceito novo: a cidade é de todos nós e a responsabilidade pela limpeza também. Se o munícipe produzir lixo, ele próprio pode recolher, levar ao centro e receber pelo que entregou”, explicou.

O modelo permitirá concentrar os resíduos em pontos organizados, reduzindo os custos de transporte, consumo de combustível e o número de intervenções dispersas do Município, além de facilitar o encaminhamento para futuras infra-estruturas de tratamento, como o aterro sanitário.

Giquira afirmou que o projecto está alinhado com a estratégia de construção do futuro aterro sanitário da cidade, criando desde já hábitos de separação, recolha e valorização dos resíduos.

A iniciativa inclui ainda a integração de catadores informais e vendedores dos mercados, transformando-os em agentes de limpeza remunerados, o que poderá reduzir o lixo nas ruas e aumentar o rendimento de famílias vulneráveis.

“O lixo não é só sujeira. É um recurso. Se organizarmos bem, pode gerar emprego, renda e uma cidade mais limpa”, sublinhou.

O projecto será implementado inicialmente como experiência-piloto em Nampula e, caso tenha sucesso, poderá ser replicado noutros municípios do país. Redacção

 

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