ECONOMIA
Fraca procura por material escolar preocupa vendedores informais em Nampula
Os vendedores informais de material escolar na cidade de Nampula estão preocupados com a fraca adesão dos clientes às compras para o ano lectivo de 2026, numa altura em que Janeiro costuma ser o período de maior movimento nos mercados.
Em anos normais, os principais pontos de venda enchem-se de pais e encarregados de educação à procura de cadernos, mochilas, lápis e outros artigos escolares. Este ano, porém, o cenário é diferente, com bancas quase vazias e poucas transacções.
Segundo os comerciantes, a situação torna-se ainda mais preocupante porque os preços de levantamento do material escolar estão a subir diariamente, o que poderá afectar tanto os vendedores como os consumidores.
Emílio Faurindo Lucas, vendedor de material escolar, disse que o movimento ainda não arrancou.
“Até hoje o movimento não começou. Talvez porque nós apressámos em trazer o material para o mercado. Acredito que o movimento vai começar a partir do dia 15. Os preços ainda não alteraram e continuam normais”, afirmou.
Sabonete Emílio Janfar confirmou a fraca procura.
“Aqui o movimento dos clientes ainda não começou. Enquanto não houver movimento, os preços também variam, porque só quando há clientes é que conseguimos perceber se subiu ou desceu”, explicou.
Mussa Francisco considera que a situação está pior do que no ano passado e aponta os atrasos salariais como uma das causas.
“O movimento está muito fraco, não é como nos outros anos. Acho que é por causa dos salários e do décimo terceiro, que muitos ainda não sabem se vão receber”, disse.
Apesar disso, apela à paciência. “Os anos não são iguais. Temos de ter paciência. Eu acredito que o movimento ainda vai melhorar”, acrescentou.
Miguel João também mostrou preocupação com o aumento dos custos de compra.
“O levantamento subiu. Antes comprávamos a 2.000 meticais, agora está a 2.200. Se vendermos a 150 meticais, o lucro é muito pequeno. Assim fica difícil”, lamentou.
Por sua vez, Gonsalves Carvalho aconselhou os pais e encarregados de educação a anteciparem as compras. “O movimento ainda está fraco, mas quando os salários entrarem vai começar. O meu conselho é que os pais comprem agora, enquanto os preços ainda estão normais, porque depois do início das aulas os preços vão subir”, afirmou.
Os vendedores acreditam que, com o pagamento de salários e a aproximação do arranque do ano lectivo, o movimento poderá melhorar e permitir a recuperação das vendas neste período crucial para o comércio informal. Zeferino Jumito
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