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ECONOMIA

Falta de informação afasta jovens trabalhadores do movimento sindical em Nampula

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O desconhecimento sobre a existência e o funcionamento das organizações sindicais continua a ser um dos principais desafios enfrentados pelos jovens trabalhadores na província de Nampula, segundo a coordenadora provincial do Comité do Jovem Trabalhador da Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS), Cecília Awenavila.

Falando durante a primeira sessão provincial do órgão, a responsável afirmou que muitos jovens não sabem que existe um movimento sindical voltado para a defesa dos seus direitos, situação que dificulta a resolução adequada dos problemas laborais. Segundo explicou, a falta de informação faz com que vários trabalhadores procurem canais inadequados para apresentar as suas reclamações, o que acaba por não produzir resultados positivos.

De acordo com a dirigente, o encontro teve como principal objectivo alinhar ideias e estratégias após a conferência realizada em Agosto do ano passado, além de discutir propostas de revisão do regulamento interno e definir o plano de actividades para o presente ciclo. Uma das prioridades passa por aproximar a organização dos jovens trabalhadores e fortalecer a ligação entre os sindicatos e as empresas.

Cecília Awenavila destacou que o movimento pretende recorrer à cultura e ao desporto como instrumentos de mobilização, levando iniciativas às empresas interessadas e criando espaços de interacção com a juventude laboral. A estratégia visa dar maior visibilidade ao movimento e incentivar os trabalhadores a conhecerem os seus direitos e deveres.

Segundo explicou, a sessão contou com representantes de cerca de 15 sindicatos, responsáveis por trazer informações das empresas e ajudar no levantamento das principais inquietações da juventude trabalhadora. O processo, acrescentou, permitirá obter dados mais reais sobre a situação dos jovens no mercado laboral e definir acções mais direccionadas.

A coordenadora provincial defendeu ainda que o reforço da comunicação e da presença sindical nas empresas é essencial para garantir que o jovem trabalhador não se sinta abandonado e tenha um canal legítimo para apresentar as suas preocupações. Redacção 

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