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ECONOMIA

Estado vai formar 50 mil professores para enfrentar crise no ensino

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O Governo moçambicano pretende formar mais de 50 mil professores até 2029, como forma de melhorar a qualidade do ensino e reduzir o elevado rácio aluno/professor que afecta, sobretudo, as zonas mais populosas do país. A meta está inscrita no novo Plano Quinquenal do Governo (PQG 2025–2029) e foi reiterada esta quarta-feira, 30 de Julho, por Rodrigues Artur Ussene, director do Gabinete do Secretário de Estado na Província de Nampula.

Falando na abertura da Reunião Regional de Troca de Experiências entre Instituições de Formação de Professores, Ussene sublinhou que a medida visa responder aos desafios estruturais que comprometem a aprendizagem:

“O PQG (2025–2029) tem como foco a formação de mais de 50 mil professores para reduzir o rácio professor/aluno, que na província de Nampula particularmente se situa na média de 72 alunos por professor, podendo ultrapassar 100 em algumas escolas.”

O dirigente alertou que o elevado número de alunos por professor dificulta a atenção individualizada, compromete o acompanhamento do progresso dos estudantes e impacta negativamente a qualidade do ensino. A aposta na formação inicial e contínua dos docentes, acrescentou, é uma das principais estratégias para inverter este cenário.

Paralelamente, o Governo tem vindo a consolidar a implementação do currículo revisto para a formação de professores do Ensino Básico e Educação de Adultos (12.ª + 3 anos), aprovado pela Lei n.º 18/2018, que visa garantir uma formação integral e alinhada com os desafios actuais.

“A sociedade contemporânea exige uma formação mais ampla e diversificada, que vá além do conhecimento técnico e proporcione habilidades para lidar com a complexidade do mundo actual”, frisou Ussene, apontando as transformações sociais, culturais e tecnológicas como elementos centrais da nova abordagem educativa.

O encontro regional, que junta gestores e técnicos de diversos institutos de formação de professores, visa também fortalecer a gestão pedagógica e administrativa, partilhar experiências e alinhar estratégias para garantir que os futuros educadores estejam aptos a responder às exigências do Sistema Nacional de Educação. Faizal Raimo

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