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SOCIEDADE

Escândalo na UniRovuma: 9 docentes afastados e 1 despromovido com multa

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“A justiça possível foi feita” — diz Reitor da instituição

Dois docentes expulsos da função pública, sete demitidos e um despromovido com corte salarial e multa são as sanções aplicadas pela Universidade Rovuma (UniRovuma), em Montepuez, na sequência de um escândalo de assédio sexual e corrupção académica, cujas denúncias foram comprovadas.

Em entrevista ao Rigor, o reitor da UniRovuma, Prof. Doutor Mário Jorge Caetano Brito dos Santos, revelou que as decisões resultam de um processo interno rigoroso, que visou responder com firmeza à gravidade dos factos. “É a justiça possível. Sabemos que podem ter existido casos anteriores que não conseguimos identificar, mas este foi tratado com o rigor necessário”, afirmou.

o reitor da UniRovuma, Prof. Doutor Mário Jorge Caetano Brito dos Santos,

O caso teve origem numa denúncia formal apresentada por um estudante, que descrevia práticas recorrentes de assédio e suborno dentro do campus. Em resposta, foi criada uma comissão de inquérito independente, composta por representantes do gabinete jurídico, direcção pedagógica, Associação de Estudantes de Nampula e pelo provedor dos estudantes, este último deslocado do Niassa para Cabo Delgado, para garantir imparcialidade.

As investigações confirmaram a veracidade das denúncias e resultaram em processos disciplinares legais. Dois funcionários foram expulsos do aparelho do Estado e impedidos de exercer funções públicas por 12 anos. Outros sete foram demitidos e inabilitados por sete anos. Um docente foi despromovido à categoria de assistente estagiário, viu o seu salário reduzido e foi multado.

Para assegurar a continuidade do processo de ensino com integridade, a universidade tomou medidas extraordinárias. Todos os exames comprometidos foram anulados e refeitos por docentes externos, oriundos de Nampula e Niassa. Adicionalmente, foram criadas duas comissões: uma para apoio psicológico aos estudantes afectados e outra dedicada à ética e integridade académica, com foco em actividades de formação e sensibilização.

O reitor foi firme ao afirmar que a responsabilidade é partilhada. “Onde há corruptos, há também corruptores. E, se for provado que estudantes participaram activamente nos actos de corrupção, também serão expulsos. Não vamos tolerar este comportamento, seja de quem for”, advertiu.

A UniRovuma reafirma, assim, o seu compromisso com a transparência, com a ética institucional e com a criação de um ambiente académico seguro e justo. “Esperamos que este caso sirva de exemplo a nível nacional. A impunidade não pode ter lugar no ensino superior”, concluiu o reitor. Faizal Raimo

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