ECONOMIA
ENI vai expandir produção de GNL na Área 4 da Bacia do Rovuma
A multinacional italiana ENI vai aumentar a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique com a expansão do projecto Coral Norte, localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma. O anúncio foi feito esta quarta-feira (11) pelo Presidente Executivo da empresa, Claudio Descalzi, após uma audiência com o Chefe de Estado, Daniel Chapo, em Maputo.
Segundo Descalzi, a ENI obteve a aprovação oficial do Governo moçambicano para o Plano de Desenvolvimento do Coral Norte FLNG, o que representa um avanço estratégico para consolidar a presença da multinacional no sector do gás natural em Moçambique. “A Coral Norte é o futuro. Obtivemos a autorização para o Plano de Desenvolvimento com todos os termos acordados. Isso significa que o projecto é agora uma realidade”, declarou o CEO.
Durante o encontro, foi igualmente feito um balanço do impacto do projecto Coral Sul, o primeiro do género a produzir GNL na Bacia do Rovuma, e que em 2023 foi responsável por 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. As previsões indicam que, em 2024, a contribuição poderá chegar a 70%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Além do gás, a ENI revelou planos para diversificar suas operações em Moçambique, com forte aposta na agricultura para produção de biocombustíveis sustentáveis. “Queremos trazer um novo pilar de desenvolvimento. Estamos a falar de agricultura intensiva, que pode gerar milhares de empregos rurais”, afirmou Descalzi.
A empresa pretende replicar em Moçambique modelos já implementados em outros países africanos, com foco na produção agrícola em grande escala. “Trabalhamos com cerca de 150 mil hectares em cada país, o que pode gerar até 120 mil empregos. Se aumentarmos para 300 mil hectares, estamos a falar de 300 mil postos de trabalho. Isso é uma revolução”, acrescentou.
Descalzi também destacou que, ao contrário do sector do gás — que é intensivo em capital, mas limitado em termos de criação de empregos — a agricultura oferece uma oportunidade directa de inclusão socioeconómica para as zonas rurais.
A audiência permitiu ainda discutir o contributo da ENI para a transição energética no país, com destaque para iniciativas como o programa de Cozinha Limpa e acções no âmbito do REDD+, voltadas para a compensação de carbono.
“O Presidente está muito focado na criação de empregos e na agricultura. Tivemos um encontro feliz e muito construtivo. As duas pernas que discutimos — gás e agricultura — são essenciais para o país andar e correr rapidamente”, concluiu Descalzi. Faizal Raimo
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