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SOCIEDADE

Educar a rapariga é construir futuro e justiça social — defende esposa de Giquira

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A esposa do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Sónia Giquira, defendeu esta sexta-feira (25) que educar a rapariga “já não pode ser apenas uma aspiração, mas sim uma necessidade urgente e uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável do município”.

Falando na abertura do Seminário de Capacitação da Rapariga como Activista para a Retenção Escolar, promovido em parceria com o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, Sónia Giquira destacou que a iniciativa visa preparar as raparigas para se tornarem defensoras dos seus direitos e líderes comunitárias activas na luta contra os principais obstáculos que enfrentam.

“Sabemos que muitos desafios persistem nas nossas comunidades, como os casamentos prematuros, as gravidezes precoces, a violência baseada no género e barreiras culturais que continuam a impedir milhares de raparigas de completarem a sua educação. Mas ninguém conhece melhor esses desafios do que as próprias raparigas. Por isso, esta capacitação representa esperança, protagonismo e transformação”, afirmou.

A dirigente sublinhou ainda que o objectivo é que as participantes saiam do seminário com confiança, conhecimento e ferramentas para promover a permanência na escola, apoiar outras raparigas vítimas de violência e influenciar positivamente as famílias, os líderes comunitários e as autoridades locais.

“Caras raparigas, este é o vosso momento. Sejam ousadas. Sejam firmes. Sejam a mudança que queremos ver nas nossas comunidades. Vocês não estão sozinhas. Estamos convosco e, juntos, construiremos uma cidadania mais justa, mais educada e mais igualitária”, concluiu.

Já o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Nampula, representado por Bingeston Mutenga, agradeceu o apoio contínuo do Conselho Municipal e destacou os desafios que afectam as escolas, como a desistência escolar, as uniões prematuras, a violência e a falta de acesso à informação sobre saúde.

Considera-se essencial capacitar dinamizadores escolares e pontos focais de género e saúde para responder de forma mais eficaz a estes problemas. “O nosso objectivo com esta formação é preparar os participantes para implementar acções que promovam a retenção na escola, previnam uniões prematuras, combatam todas as formas de violência e garantam o encaminhamento adequado dos casos de violência contra crianças”, afirmou o representante do sector. Redacção

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