ECONOMIA
Economista Castigo José Castigo alerta para agravamento do custo de vida com subida dos combustíveis
O economista e director da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Rovuma, Castigo José Castigo, considera que a recente subida dos preços dos combustíveis anunciada pelo Governo poderá provocar um agravamento do custo de vida e afectar praticamente todos os sectores económicos do país, apesar das medidas de subsídio anunciadas pelo Executivo para minimizar os impactos imediatos.
Segundo Castigo José Castigo, o combustível é um dos principais insumos da economia, influenciando directamente os custos de produção, transporte e distribuição de bens e serviços. Por isso, a subida dos preços terá impacto directo no custo dos bens essenciais, uma vez que os custos de transporte e logística fazem parte da estrutura de preços.
“O combustível é um dos insumos principais e básicos que afectam quase todos os sectores, desde a produção até à logística, o que faz com que seja um elemento essencial na formação de preços de quase todos os produtos numa economia. A subida dos preços dos combustíveis leva exactamente à subida em cascata de preços outros bens essenciais por estar na base da estrutura de preços”, explicou.
Apesar disso, Castigo entende que os subsídios anunciados pelo Governo podem reduzir os impactos imediatos sobre os consumidores e operadores económicos. No entanto, advertiu que a continuidade do conflito poderá tornar insustentável esta medida devido às limitações financeiras do Estado.
“Enquanto o Governo financiar ou subsidiar a diferença da subida desses preços, pode minimizar algum aumento no curto prazo, porque esta medida de subsídio ou controlo de preços pode ter efeitos temporários sobre a economia. A longo prazo, pode tornar-se insustentável, porque o Governo pode não ter recursos suficientes para continuar a subsidiar esses sectores”, referiu.
O economista acrescentou ainda que o aumento dos combustíveis poderá afectar directamente os produtos de consumo diário da população.
“Também podemos verificar o aumento dos preços de bens básicos que garantem a sobrevivência do dia-a-dia, porque o combustível entra na base da formação de preços”, afirmou.
Por sua vez, Castigo José Castigo defende que o Governo adopte medidas estruturais e de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade da economia moçambicana aos choques externos, em vez de depender de medidas reactivas ou subsídios temporários.
O economista considera que os subsídios podem ajudar a minimizar os impactos imediatos da subida dos combustíveis, sobretudo para famílias de baixa renda e operadores de transporte, mas alerta que essa solução é sustentável apenas a curto prazo.
“Pode-se minimizar exactamente por subsídios, mas essa medida é sustentável somente a curto prazo, o que quer dizer que a economia deveria estar preparada, desde antes, para este tipo de choque. Essa preparação não é feita por políticas momentâneas ou de curto prazo, mas por políticas estruturais e de desenvolvimento”, defendeu.
Além disso, Castigo também defende a criação de alternativas energéticas para reduzir a dependência do petróleo importado, apontando exemplos como biodiesel e etanol.
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