ECONOMIA
Disponíveis 5 milhões de dólares para apoiar empresas moçambicanas afectadas por manifestações violentas
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, anunciou, em Nampula, que o Governo já disponibilizou cinco milhões de dólares norte-americanos para apoiar empresas moçambicanas que sofreram prejuízos causados por actos de vandalismo. O fundo, resultante de um compromisso assumido com o Presidente da República, visa impulsionar a retoma da actividade empresarial, através de um acesso facilitado e condições ajustadas à realidade das empresas sinistradas.
“Ainda ontem [dia 8 de Julho] estivemos reunidos com o Chefe do Estado, que garantiu que, neste momento, já existem cerca de 5 milhões de dólares disponíveis para serem utilizados pela classe empresarial. O nosso papel, enquanto CTA e sector privado, é agora facilitar o acesso a esse fundo, assegurando que as empresas possam beneficiar sem exigências excessivas de garantias, até porque muitas perderam tudo o que tinham”, afirmou Massingue.
Segundo o dirigente, o processo teve início com a realização de um inquérito nacional destinado a identificar as empresas afectadas, avaliar a natureza dos danos e calcular os prejuízos sofridos. Com base nesses dados, os apoios serão canalizados de forma mais eficiente e transparente.
A CTA está actualmente empenhada em garantir que o acesso ao financiamento seja desburocratizado e adaptado ao contexto das empresas lesadas. “Muitas empresas ficaram sem nada. Não faz sentido exigir garantias que já não existem. Estamos a trabalhar para que o processo de acesso aos fundos seja simples, claro e célere”, reiterou o presidente da organização.
Embora se trate de um crédito, Massingue sublinhou que o fundo poderá contar com condições facilitadas, como períodos de carência e moratórias. “Sim, o dinheiro terá de ser devolvido, mas é fundamental criar condições reais para que as empresas possam reerguer-se antes de começarem a pagar”, defendeu.
Recorde-se que, no encontro realizado esta semana entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e a direcção da CTA, o Chefe do Estado reiterou o seu compromisso com o Diálogo Público-Privado como mecanismo para acelerar reformas e melhorar o ambiente de negócios em Moçambique.
A audiência serviu para a apresentação do novo corpo directivo da agremiação, e o Presidente exortou o sector privado a apresentar propostas concretas para superar os principais constrangimentos económicos. Por sua vez, Álvaro Massingue destacou que a nova direcção da CTA está focada em cinco áreas estratégicas, incluindo a promoção de reformas económicas estruturantes, o desenvolvimento do capital humano e a valorização do conteúdo local. Faizal Raimo
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