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Direcção Provincial de Agricultura não paga subsídios de quase dois anos aos pastores de Momola

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A Direcção Provincial da Agricultura e pescas de Nampula, não paga, há quase dois anos, os subsídios aos pastores de gado bovino, afectos junto aos currais do antigo Centro de Formação de Professores de Momola, no distrito de Nampula.
Após quase dois anos sem subsídios, os dois pastores que trabalham em Momola se encontram igualmente num impasse sobre o pagamento a receber. Os contratos são renovados anualmente, porém em 2023, recebiam um subsídio mensal de quatro mil meticais. Nesse contexto, o director de Agricultura de Nampula insiste que o valor do subsídio a ser pago será de 3.500 meticais, recusando qualquer forma de negociação.
Os dois trabalhadores estão extremamente irritados, uma vez que são responsáveis por suas famílias e acreditam que qualquer discussão sobre os valores do contrato deveria ter ocorrido antes do começo do ano 2023. Eles argumentam que a legislação vigente no país defende aumentos salariais ou de subsídios, e não cortes, por isso não compreendem a real motivação por trás da decisão do director da Agricultura e Pesca.
“Em Abril completaremos dois anos sem receber salário, e temos esposas e filhos que dependem de nós. Sempre que visitamos o gabinete do director, somos constantemente iludidos. Estamos alarmados e queremos receber o pagamento referente ao período em que trabalhamos,” afirmou João Monteiro, um dos pastores.
“Durante esses dois anos, os primeiros seis meses já recebemos, antes de o vencimento ser acordado. Fizemos nossas queixas e o chefe informou que precisaríamos falar com o director. Ao chegarmos no Gabinete deste, para formalizarmos o contrato, só nos deram 200 meticais para voltarmos para casa, afirmando que resolveria a situação. Porém, não aconteceu nada”, conta Mário Paulino, outro pastor.
Ele elucida a situação. “Em Fevereiro de 2023, ele apenas trouxe 29 bois. Agora dizem que pretende trazer mais. Não tenho certeza se seguiremos em frente ou se retrocederemos em relação ao salário. Por conta disso, exigimos nosso pagamento de 4.000 meticais por mês, além de entregarmos os bois deles”, declarou João Monteiro.
Durante a semana passada, O Rigor entrou em contacto por telefone com o director da Agricultura e Pescas de Nampula, Ernesto Pacule, que nos propôs uma entrevista presencial nesta Segunda-feira (13.01.2025). No entanto, ao chegarmos à Direcção Provincial de Agricultura e Pesca, ele reafirmou o desejo de apenas falar pessoalmente, reagendando o encontro para esta Terça-feira. O Rigor permanece disponível para ouvir a versão do director em relação à situação dos pastores. Raufa Faizal

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