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POLÍTICA

Diálogo Nacional não admite exclusão – alerta Salomão Muchanga

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O Diálogo Nacional Inclusivo só fará sentido com todos os moçambicanos à mesa. A afirmação é de Salomão Muchanga, um dos signatários do Compromisso Político do Diálogo Nacional Inclusivo, que falava esta segunda-feira durante o lançamento da auscultação pública em Nampula. Muchanga alertou que afastar-se do processo é um erro grave, equivalente a autossabotagem política.

“Entrar em autoflagelação pode ser um erro. As ideias dos nossos irmãos, mesmo daqueles partidos que pensam diferente, contam e devem ser ouvidas. O diálogo é inclusivo por natureza e por prática. Não há exclusão neste processo”, declarou, sublinhando que o sucesso do diálogo depende do envolvimento de todos os cidadãos.

O signatário acrescentou que a confiança da população é o elemento central para o êxito do processo, frisando que não basta o discurso: é necessária prática diária e consistente. “A confiança constrói-se. Há um exercício sincero em curso pelas lideranças do diálogo e pelos encontros com grupos sociais e políticos. Esta confiança conquista-se no dia-a-dia”, disse

Sessão de abertura da auscultação pública do Diálogo Nacional Inclusivo, juntou membros do governo, sociedade civil, líderes comunitários e religiosos

Muchanga reconheceu, no entanto, que a construção dessa confiança não é automática, exigindo acções concretas ao longo dos 25 dias de auscultação previstos em todos os distritos da província. “O povo moçambicano está a construir a sua felicidade, e o pressuposto da democracia é a institucionalização das liberdades fundamentais. Devemos compreender que o país precisa de tolerância, inclusão e responsabilidade política”, destacou.

O signatário lembrou ainda que a assinatura do compromisso do diálogo representou uma escolha pela esperança e não pelo medo. “O povo precisa do reencontro, da discussão colectiva e do engajamento construtivo. Nada será como antes”, afirmou, acrescentando que a pátria se manifesta nas emoções, na escuta e na concórdia nacional que deve ser consolidada.

O lançamento da auscultação pública em Nampula contou com a presença de representantes do governo, sociedade civil, líderes comunitários e religiosos, e marca o início de um exercício nacional de escuta e participação cidadã que se estenderá a todas as províncias. Em Nampula, a auscultação prossegue amanhã, na sala de reuniões da Igreja Católica, onde serão recolhidas propostas e preocupações locais a serem apresentadas à Assembleia da República. Vânia Jacinto

 

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