POLÍTICA
Desobediência pública compromete cobrança de receitas em Moma
O Administrador do distrito de Moma, Juma Cadria, denunciou que membros da recém-criada formação política ANAMOLA têm estado a desencorajar a população a pagar impostos e taxas ao Estado, situação que está a dificultar a arrecadação de receitas distritais.
Segundo o governante, a campanha de desobediência tem como efeito imediato a fragilização do funcionamento das instituições locais e a limitação da capacidade de resposta do governo. “O governo não vai tolerar actos de desinformação e de instigação à desobediência pública. Vamos agir com firmeza e fazer valer a lei”, advertiu.
Cadria acrescentou que, além da questão das receitas, há registo de práticas ilegais nas comunidades, onde membros da ANAMOLA criam “poderes tradicionais paralelos” em detrimento dos secretários reconhecidos pelo Estado. Para o administrador, esta situação compromete a estabilidade das autoridades locais.
O dirigente apelou ainda às lideranças da ANAMOLA para que disciplinem os seus membros e os sensibilizem a respeitar a Constituição e as instituições públicas. “Não é correcto que um partido que se preza a concorrer ao poder tenha membros que se comportem desta forma”, afirmou.
Apesar das críticas, o administrador fez questão de sublinhar que o governo de Moma não pretende perseguir formações políticas. “Queremos que o distrito seja um espaço onde todos os partidos possam trabalhar e concorrer ao poder de forma pacífica, dentro do quadro jurídico instituído, promovendo valores éticos e morais”, assegurou.
As declarações surgem num contexto em que Moma foi recentemente palco de graves manifestações, que resultaram na destruição de várias infra-estruturas públicas. A recuperação desses bens continua a ser um verdadeiro calcanhar de Aquiles para um distrito que já enfrenta severas limitações financeiras.
O administrador reforçou que a convivência democrática deve assentar na legalidade e no respeito pelas instituições. “Não vamos permitir actos de vandalismo nem a criação de ambientes de instabilidade nas comunidades. O exercício político deve servir para promover o bem comum e não para dividir a população”, concluiu. Faizal Raimo
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