POLÍTICA
Crise na RENAMO: guerrilheiros marginalizados e disputas internas agravam tensões
A actual crise interna na RENAMO está a ser impulsionada por disputas entre antigos guerrilheiros e quadros com formação académica, aliadas à exclusão de combatentes nas listas eleitorais e às dificuldades económicas enfrentadas por membros históricos do partido.
A análise é do especialista em Sociedade, Política e Relações Internacionais, Celestino Taperero Fernando, que, em entrevista ao Jornal Rigor, afirma que muitos antigos combatentes sentem ter perdido espaço dentro da organização liderada por Ossufo Momade.
Segundo o investigador, a fraca representação dos guerrilheiros nas listas eleitorais — inferior a 20% — tem alimentado o sentimento de marginalização e contribuído para o agravamento das tensões internas. A situação é agravada pelas condições de vida precárias enfrentadas por vários ex-combatentes.
“Há guerrilheiros que enfrentam sérias dificuldades. Alguns nem sequer têm o que comer. Isso cria revolta e aumenta as tensões dentro do partido”, afirmou.
O estudo que sustenta esta análise foi realizado entre 2018 e 2022 e aponta que a crise também resulta dos desafios de transformação da RENAMO de movimento guerrilheiro para partido político no actual sistema multipartidário.
Mais detalhes podem ser consultados na edição em PDF. Solicita através de jornalrigor@gmail.com
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José Luzia
Março 17, 2026 at 6:12 pm
Já hoje alguém dizia “O Ossufo está a ser pago fazer o que se vê!