ECONOMIA
Chuvas deixam 9 mortos e mais de 13 mil afectados em Nampula
Pelo menos nove pessoas perderam a vida e cerca de 13 mil foram afectadas pelas chuvas intensas que se fazem sentir na província de Nampula, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
A informação foi avançada por Anacleta Botão, delegada provincial do INGD em Nampula, que explicou que os números dizem respeito ao período compreendido entre Dezembro do ano passado e Janeiro do presente ano, marcado por precipitações intensas com impactos humanos, sociais e infra-estruturais em vários distritos.
Para além das mortes e do elevado número de pessoas afectadas, as chuvas provocaram igualmente cortes de vias de acesso, condicionando a circulação de pessoas e bens em alguns pontos da província.
Segundo Anacleta Botão, os óbitos registados até ao momento não incluem casos associados à cólera, estando relacionados sobretudo com fenómenos naturais provocados pelas chuvas.
“Desde que iniciou a época chuvosa, temos um registo de cerca de 13 mil pessoas afectadas. De Dezembro até agora, contabilizamos nove óbitos confirmados pela saúde, sem incluir óbitos por cólera. Também tivemos vias de acesso cortadas”, afirmou.
A delegada provincial do INGD garantiu que a instituição se encontra no terreno a trabalhar em coordenação com os governos distritais, acompanhando a evolução da situação humanitária.
A responsável alertou que, tendo em conta a continuidade das chuvas, os números poderão ser actualizados a qualquer momento, à medida que novos dados forem sendo apurados no terreno.
Anacleta Botão assegurou ainda a prontidão do INGD para responder a eventuais emergências em todos os distritos da província, sublinhando a capacidade de resposta rápida, sobretudo nas primeiras 72 horas após a ocorrência de um desastre.
“Garantimos toda a nossa prontidão nos distritos para, em caso de qualquer situação, termos capacidade de dar resposta nas primeiras 72 horas, embora até ao momento não tenhamos tido uma situação que merecesse uma intervenção especial em termos de assistência”, explicou.
De acordo com os dados do INGD, a presente época chuvosa provocou também a inundação temporária de cerca de mil casas em vários distritos da província.
Relativamente às causas das mortes, Anacleta Botão explicou que os óbitos resultaram sobretudo de descargas atmosféricas, desabamento de paredes e afogamentos.
“Tivemos dois casos por descargas atmosféricas, dois por desabamento de paredes e casos de afogamento. Estes são os principais tipos de óbitos registados até ao momento”, referiu.
Os distritos de Angoche, Larde e Mossuril figuram entre os mais afectados, com registo de mortes e danos provocados pelas chuvas intensas.
Para além do impacto humano, as chuvas causaram prejuízos significativos no sector produtivo e social. No distrito de Larde, cerca de mil hectares de culturas agrícolas foram devastados, comprometendo os meios de subsistência de várias famílias camponesas.
O sector da educação também foi afectado, com danos registados em pelo menos 16 escolas, situação que poderá comprometer o normal decurso do ano lectivo em algumas comunidades. Assane Júnior
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