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SOCIEDADE

ChildFund reporta avanços no desenvolvimento da primeira infância em Monapo e Ribáuè

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A organização ChildFund Moçambique afirmou que pais que antes não se envolviam activamente no desenvolvimento infantil passaram agora a brincar com os filhos, a construir brinquedos caseiros e a dedicar mais tempo de qualidade às crianças, como resultado da implementação do projecto “Okhala Sana W’anamuane” nos distritos de Monapo e Ribáuè, na província de Nampula.

A informação foi partilhada esta terça-feira (27), durante o encerramento do projecto “Okhala Sana W’anamuane”, implementado desde Março de 2023 nos distritos de Monapo e Ribáuè, na província de Nampula. O projecto teve como foco crianças dos 0 aos 3 anos, período considerado crítico para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional.

A iniciativa contou com o apoio financeiro e estratégico da Fundação Conrad Hilton e integrou componentes de saúde, nutrição, cuidado responsivo, protecção e oportunidades de aprendizagem precoce, em alinhamento com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Primeira Infância.

Ao longo do projecto, foram formados 30 formadores principais e 150 facilitadores comunitários, que realizaram sessões quinzenais de educação parental durante dez meses, alcançando centenas de famílias nas comunidades abrangidas.

Segundo o Gestor Nacional da ChildFund, os resultados mostram avanços significativos.
“A percentagem de cuidadores com acesso à informação sobre o desenvolvimento infantil aumentou de 44% para 94%. O uso de brinquedos caseiros passou de 21% para 94% e a cobertura vacinal completa subiu de 64% para 81%”, informou.

Mais do que os números, Harrison Ruben sublinhou as mudanças sociais e comportamentais registadas, com pais mais envolvidos, mães a diversificarem a alimentação das crianças com recursos locais e comunidades a reforçarem mecanismos de protecção.

“Uma das lições centrais foi a constatação de que o aumento do conhecimento dos cuidadores precisa ser acompanhado por intervenções que reforcem o seu bem-estar psicossocial e económico, sob pena de limitar a sustentabilidade das mudanças promovidas”, afirmou.

A sustentabilidade do projecto foi ainda reforçada com a validação do Plano Provincial de Desenvolvimento da Primeira Infância, em Dezembro do ano passado, assegurando que as acções promovidas continuem a ser implementadas pelas autoridades locais.

Durante a cerimónia de encerramento, foram igualmente entregues materiais de desenvolvimento infantil à Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social e às comunidades beneficiárias.

Segundo a ChildFund, o acto simbólico representa o compromisso das estruturas locais com a continuidade das acções.

“O momento da entrega dos materiais representa mais do que a transferência de bens. Representa a passagem de testemunho, a confiança nas estruturas locais e o compromisso partilhado de que o bem-estar da criança é uma responsabilidade colectiva e contínua”, concluiu a organização. Vânia Jacinto

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