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SOCIEDADE

Campanha de distribuição de redes mosquiteiras deixa a cidade de Nampula de fora

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O Serviço Provincial de Saúde em Nampula iniciou esta segunda-feira a Campanha de Cobertura Universal de redes mosquiteiras impregnadas, como medida de prevenção contra a malária. A iniciativa prevê abranger 22 distritos da província, mas exclui a cidade de Nampula, uma das mais populosas do país.

A campanha será realizada em dois blocos. O primeiro, de 27 a 31 de Outubro, abrangerá dez distritos: Angoche, Lalaua, Ilha de Moçambique, Mogincual, Larde, Mogovolas, Meconta, Liúpo e Malema. O segundo bloco, de 17 a 21 de Novembro, abrangerá os onze distritos restantes.

Segundo o chefe do Departamento de Saúde Pública, Samuel Carlos, a exclusão da capital provincial deve-se, sobretudo, à falta de recursos financeiros. “Por razões de aperto orçamental, o Distrito de Nampula não está incluído. Pensamos que, por ser uma cidade e capital, há maior capacidade da população adquirir redes, embora saibamos que também tem áreas suburbanas carenciadas”, esclareceu.

Para além da limitação orçamental, o responsável apontou o nível de escolaridade e acesso à informação na cidade como factores que justificaram a decisão. “Achamos que o nível de escolaridade é relativamente mais elevado comparado aos distritos. Mas, de forma geral, é mesmo uma questão de orçamento. Se houvesse disponibilidade, conseguiríamos abranger todos os 23 distritos”, afirmou.

De acordo com o plano provincial, serão distribuídas 4.444.650 redes mosquiteiras, destinadas a 1.254.235 agregados familiares, beneficiando cerca de 6,2 milhões de pessoas. “O objectivo é que cada agregado familiar tenha, no mínimo, uma rede, dependendo do tamanho da família. Estimamos uma média de 88.893 fardos para toda a província”, explicou Carlos.

A grande novidade desta campanha é a estratégia de distribuição porta-a-porta, em substituição ao antigo sistema de entrega em postos fixos. “Nas campanhas anteriores, as pessoas deslocavam-se aos postos e, às vezes, vinham de áreas vizinhas, criando desequilíbrios. Agora, com a entrega domiciliária, garantimos que todas as casas sejam visitadas e cada família receba a sua rede”, disse.

Contudo, o modelo porta-a-porta implica custos mais elevados e maior tempo de execução, exigindo deslocações extensas das equipas de saúde. Por esse motivo, a campanha foi dividida em dois blocos. Vânia Jacinto

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