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SOCIEDADE

Apoiante de VM7 sequestrado pela Polícia foi líder do incêndio e do roubo de material bélico das 3ª E 5ª Esquadras em Namicopo

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Afinal, Ernesto Muaculete, que apoia Venâncio Mondlane, sequestrado em sua casa na área do clube 5 em Namicopo, foi o responsável pelo ataque à terceira e quinta esquadras, que resultou na destruição e furto de equipamentos bélicos.
Ernesto Muaculete admitiu a sua participação e liderança e, durante a detenção, foram recuperadas cinco armas de fogo, sendo quatro do modelo AK-47 e uma pistola.
De acordo com as suas declarações, o ataque à terceira e quinta esquadras visava o furto de armamentos destinados à protecção dos manifestantes, que estavam sendo alvejados pela Polícia, já que ele integrava a equipe de segurança dos protestantes.
“Na manhã do dia 7, por volta das 4:50, fui despertado pelo chamado da polícia, que mencionava meu nome e informava sobre o motivo da visita ligado a armas. Eu admiti que possuía as armas, então fui algemado e levado em uma viatura. Seguimos para Muecate, onde realmente encontramos as armas, mas a pessoa a quem eu havia entregado esses materiais não estava lá; apenas encontramos a sua esposa”, relatou Ernesto Muaculete à imprensa sobre a sua detenção.
“Fui preso com cinco armamentos que estavam comigo. Sou filiado a um partido e apoio a Venâncio Mondlane. No partido, havia uma estrutura de segurança, criada para proteger a população durante a campanha e as manifestações. Sempre que participávamos de uma marcha, colaborávamos com a Polícia da República, tudo ocorria sem problemas, mas com a intervenção da FIR, éramos alvo de tiros”, relatou Ernesto Muaculete.
Após o roubo das armas de fogo, Ernesto, ofereceu uma delas a um comparsa, que passou a realizar vários assaltos nos bairros de Namicopo e Carrupeia.
Enquanto isso, cinco armas foram mantidas escondidas no distrito de Muecate, onde foram recuperadas. Segundo Dércio Samuel, Chefe de Relações Públicas do Comando da Polícia da República de Moçambique, a detenção de Ernesto foi graças às informações prestadas pelo seu comparsa, primeiro a ser detido num crime que envolveu o uso da arma de fogo, oferecida por Ernesto.
“No dia 7 de Fevereiro deste ano, a Polícia da República de Moçambique efectuou uma operação que resultou na captura desses indivíduos. O mais conhecido deles, apelidado de Rolex, foi encontrado com uma arma do tipo AK-47. Esse mesmo suspeito teria participado de um assalto à mão armada utilizando a mesma arma, atacando um comerciante no bairro de Carrupeia, de onde conseguiu roubar 17 mil Meticais, além de realizar roubos a outros comerciantes no bairro de Namicopo, onde levou diversos aparelhos celulares.
Durante o interrogatório realizado pela Polícia, o suspeito confessou que outras armas que ele e seus comparsas haviam roubado estavam em posse de outro indivíduo conhecido como Muaculete”, relatou Dércio Samuel, prosseguindo com as suas declarações.
“Muaculete, ao ser detido pela Polícia da República de Moçambique, teria declarado que possuía cinco armas de fogo, entre elas quatro do modelo Ak-47 e uma pistola. Durante as investigações realizadas pela Polícia, essas armas foram recuperadas. Ele mencionou que as armas estavam armazenadas na casa de seu primo, que reside no distrito de Muecate, especificamente no Posto Administrativo de Imala”.
Dércio Samuel afirma que as autoridades policiais em Nampula, estão empenhadas em desmantelar os demais membros da quadrilha e em recuperar mais armamentos. Ele também solicita que os cidadãos fiquem atentos a pessoas que estejam portando armas de fogo.
Embora Ernesto tenha confessado, a sua prisão foi feita irregularmente, já que não seguiu os procedimentos estabelecidos pela legislação. Vale lembrar que essa acção ocorreu por volta das 3 horas da madrugada. Igualmente a polícia empregou uma táctica típica de um grupo criminoso conhecido como “grupo 15”.
Além de bloquear a área da sua casa, impedindo que os vizinhos do Ernesto vissem a prisão, os agentes da polícia, envolvidos na operação, conforme relatos dos moradores que observaram pela janela, cercaram a sua residência, forçaram a entrada e o retiraram da cama, onde se queixava de hemorróidas. Vânia Jacinto

 

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