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SOCIEDADE

Analista alerta para risco de nova vaga de insurgência após rendição de Naparamas em Mutuali

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O analista político e docente universitário Maurício Régulo alertou esta quarta-feira (30) para o risco de Moçambique estar a enfrentar uma nova vaga de insurgência interna, na sequência da rendição de 63 elementos do grupo Naparama no Posto Administrativo de Mutuali, distrito de Malema, província de Nampula.

Comentando o acto de apresentação pública dos rendidos, liderado pelo Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, Régulo destacou que a composição jovem do grupo — formado por indivíduos com idades entre 20 e 30 anos — e a forma organizada como actuavam nas zonas rurais indicam a existência de uma estrutura sólida, com capacidade logística e domínio territorial.

“Se os que foram apresentados pelo Governador são, de facto, Naparamas, então estamos perante uma nova vaga de insurgência. A maneira como conquistam e dominam os locais onde actuam revela um nível de organização preocupante”, advertiu.

O analista sublinhou que o ressurgimento de um grupo associado a uma organização extinta há mais de 30 anos levanta sérias interrogações. Para Régulo, o facto de serem jovens a reivindicar ligação aos antigos Naparamas é, no mínimo, desconcertante. “Não se explica o reaparecimento de um movimento composto por jovens que não viveram o contexto original da associação. Esta situação exige máxima atenção do Estado, pois pode degenerar numa anarquia ou em novas formas de chantagem armada contra o Governo”, afirmou.

Maurício Régulo defendeu que, caso haja necessidade de integrar movimentos sociais no ordenamento jurídico e societal do país, esse processo deve ser conduzido de forma transparente, legal e com pleno conhecimento público, para evitar ambiguidades e ameaças futuras à estabilidade nacional.

Para o académico, os recentes acontecimentos em Mutuali representam um sinal claro de que o país pode estar a viver o recrudescimento da insurgência a nível nacional, o que poderá, num futuro próximo, criar condições para uma convivência social instável. “Cabe ao Estado investigar a fundo a origem do grupo, as causas da sua formação e os verdadeiros objectivos que persegue”, concluiu. Faizal Raimo

 

 

 

 

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