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POLÍTICA

Albino Forquilha acusa Governo de autoritarismo e afastamento das preocupações do povo

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O presidente do Partido Podemos, Albino Forquilha, afirmou que a governação em Moçambique tem sido marcada por sinais de autoritarismo e por um distanciamento crescente entre o Estado e as necessidades reais da população, uma situação que, segundo disse, compromete a qualidade da democracia e enfraquece as instituições públicas.

Falando na noite deste domingo (28), na cidade de Nampula, durante uma comunicação à nação sobre a situação política, económica e social do país, Albino Forquilha considerou que a governação liderada pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, tem revelado uma postura defensiva face ao escrutínio público e um exercício do poder afastado do diálogo, da transparência e da prestação de contas.

“O governo que dirige o país continuou a mostrar, ao longo do ano, tendências que nos preocupam profundamente: uma postura defensiva face ao escrutínio público, sinais de autoritarismo no exercício da autoridade e um serviço público, em demasiadas áreas, muito distante das necessidades do cidadão”, afirmou.

Para o líder do Podemos, governar vai além da tomada de decisões administrativas, devendo incluir explicação, justificação e deliberação pública, sob pena de empobrecer a democracia e fragilizar o Estado.

“Governar não é apenas decidir. Tem de incluir explicação, justificação e deliberação. Um governo sem estes preceitos empobrece a democracia e enfraquece o Estado”, sublinhou.

Segundo Forquilha, o afastamento entre o poder político e as preocupações concretas da população contribui para a erosão da confiança entre governantes e governados, agravando fragilidades estruturais da governação.

No mesmo pronunciamento, o Podemos defendeu que o diálogo político em curso no país é positivo e essencial para o aprofundamento da participação democrática, mas alertou para a necessidade de garantir qualidade no debate e transformação efectiva das propostas em soluções concretas para os cidadãos.

O dirigente esclareceu que os signatários do acordo não dialogam em nome próprio, mas criam condições para que todos os moçambicanos, independentemente da sua filiação política ou social, possam participar activamente no processo.

“Nós, que somos signatários do acordo, não somos nós que dialogamos. Apenas abrimos a porta para que os moçambicanos dialoguem, estejam onde estiverem e pertençam à organização que pertencerem”, afirmou.

Forquilha advertiu ainda que o entusiasmo em torno do diálogo não é suficiente se não houver verificação técnica, acompanhamento rigoroso e compromisso político com resultados concretos.

“Não podemos estar apenas animados com o diálogo. Temos de ir até ao fim para verificar se os instrumentos aprovados respondem, de facto, às razões que levaram ao início do diálogo”, reforçou.

O Podemos defende que o diálogo inclusivo seja um mecanismo de escuta efectiva, responsabilização política e fortalecimento da democracia, garantindo que as instituições públicas estejam alinhadas com as reais necessidades da população. Vânia Jacinto

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