ECONOMIA
Falta de professores preocupa antes do arranque do ano lectivo em Nampula
A insuficiência de professores está a gerar preocupação entre gestores escolares do distrito de Nampula, numa altura em que decorrem os preparativos para o arranque do ano lectivo de 2026.
O alerta foi lançado durante a reunião de planificação que juntou directores de escolas, gestores, a administradora do distrito, Etelvina Fevereiro, e o director dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia.
Na Escola Básica de Muriaze, no posto administrativo de Namachilo, o cenário é considerado alarmante. A instituição tem 2.855 alunos distribuídos por 26 turmas, mas conta apenas com 11 professores em actividade, situação que poderá comprometer o início organizado das aulas. Há turmas que chegam a integrar entre 200 e 300 alunos.
“No ensino secundário, ainda não temos professores de Biologia, Português, Francês e Inglês. Para minimizar a falta, propusemos a realocação de docentes que anteriormente leccionavam no curso nocturno do ensino primário”, explicou o director da escola, Augusto Luciano Aiuba, também coordenador da ZIP de Namachilo.
Além da carência de docentes, a escola enfrenta dificuldades no apoio a alunos vulneráveis. Segundo Aiuba, os subsídios são insuficientes para cobrir necessidades básicas como material escolar, vestuário e produtos de higiene.
Na Escola Básica 25 de Junho, na cidade de Nampula, o principal desafio é a insuficiência de carteiras. Apesar da recuperação de cerca de 98% das carteiras danificadas, muitas continuam inutilizáveis.
“Esse é o grande calcanhar de Aquiles da escola, e não só neste ano, mas também nos últimos dois anos”, afirmou o director adjunto, Vasconcelos Dias Fernando Manamassa.
Perante as queixas, a administradora do distrito reconheceu os constrangimentos e anunciou que o governo vai avançar com o redimensionamento de professores para equilibrar a distribuição de docentes entre as escolas.
“Temos escolas com um ou dois professores apenas, enquanto noutras há excesso. Identificámos 32 professores que não completam a carga horária obrigatória”, explicou Etelvina Fevereiro, acrescentando que cada docente receberá guia de marcha para a escola onde deverá leccionar.
As autoridades garantem que as medidas visam criar condições para um arranque mais equilibrado do ano lectivo, minimizando os constrangimentos identificados durante a fase de preparação. Vânia Jacinto
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