SOCIEDADE
Aumentam assaltos a agentes de carteira móvel em Angoche
Os agentes de carteira móvel no distrito de Angoche, província de Nampula, estão a tornar-se alvos frequentes de grupos criminosos, numa tendência que começa a preocupar o sector. O mais recente caso ocorreu na madrugada da última quinta-feira, quando um agente foi violentamente assaltado na sua própria residência.
A vítima, Faque Alberto, foi surpreendida entre as 00h00 e as 02h00 por homens mascarados que invadiram o seu quintal armados com catanas, machados e foice. Segundo o seu relato, os suspeitos amarraram-no e passaram a exigir dinheiro, alegando que o tinham seguido após um levantamento bancário efectuado horas antes.
“Sai de casa às 19 horas para ir ao ATM fazer levantamento. Só às 22 horas voltei para casa. Entre as 00h e 02h vieram esses gatunos. Disseram que já me tinham visto sair do banco e entrar directamente no quintal”, contou.
De acordo com a vítima, os criminosos colocaram uma foice no seu pescoço e ameaçaram cortar-lhe o dedo com uma ferramenta metálica caso não revelasse onde estava guardado o dinheiro. Também insinuaram que poderiam levá-lo para a praia de Wanarocore.
Temendo pela vida, o jovem acabou por indicar o local onde se encontrava a pasta com os valores. Os assaltantes apoderaram-se de 175 mil meticais e colocaram-se em fuga.
O caso gerou inquietação entre outros profissionais do sector. Chame Orenço, também agente de carteira móvel em Angoche, afirmou que o episódio criou um clima de medo. “Nós lidamos com muito dinheiro e não estamos seguros. Assim como aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um de nós”, declarou.
Segundo a vítima, no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi-lhe comunicado que o grupo poderá estar ligado a outros assaltos registados na região e que se encontra sob investigação.
Até ao fecho desta edição, a PRM em Angoche não tinha emitido qualquer posicionamento oficial. Entretanto, o episódio reforça preocupações sobre a segurança dos agentes de carteira móvel, que operam frequentemente sem mecanismos formais de protecção, tornando-se alvos preferenciais da criminalidade.
O caso de Angoche surge apenas dois meses depois de um assalto de grande dimensão registado na zona 22 de Agosto, na cidade de Nampula, onde criminosos roubaram pouco mais de um milhão de meticais a um agente de carteira móvel, gerando forte inquietação na capital provincial.
Já no mês passado, a situação agravou-se com o assassinato de um super agente de carteira móvel no bairro de Muhala-Belenenses, também na cidade de Nampula, quando regressava a casa depois de um dia de trabalho. Os malfeitores apoderaram-se de valores monetários e colocaram-se em fuga.
Até ao momento, este último caso continua sem desfecho judicial, facto que tem alimentado preocupações sobre a possível actuação de grupos organizados e sobre o nível de protecção disponível para agentes que diariamente movimentam elevadas quantias de dinheiro. Moniro Abdala
-
SOCIEDADE5 meses atrásUniRovuma abre inscrições para exames de admissão 2026
-
SOCIEDADE2 anos atrásIsaura Nyusi é laureada por sua incansável ajuda aos mais necessitados e recebe título de Doutora
-
CULTURA1 ano atrásVictor Maquina faz sua estreia literária com “metamorfoses da terra”
-
DESPORTO2 anos atrásReviravolta no Campeonato Provincial de Futebol: Omhipithi FC é promovido ao segundo lugar após nova avaliação
-
OPINIÃO2 anos atrásO homem que só gostava de impala
-
ECONOMIA9 meses atrásGoverno elimina exclusividade na exportação de feijão bóer e impõe comercialização rural exclusiva para moçambicanos
-
POLÍTICA10 meses atrásGoverno de Nampula com nova cara: nove novos administradores e várias movimentações
-
OPINIÃO2 anos atrásDo viés Partidocrático à Democracia (Participativa)
