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ECONOMIA

Nampula registou mais de 3,3 milhões de casos de malária em 2025

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A província de Nampula registou, em 2025, cerca de 3.379.000 casos de malária, mais 1.201.000 casos em comparação com os 2.178.000 registados em 2024, o que corresponde a um aumento de cerca de 55 por cento, segundo dados do Serviço Provincial de Saúde.

Apesar do aumento das infecções, as mortes por malária reduziram, passando de 122 óbitos em 2024 para 104 em 2025, uma diminuição de 14,8 por cento, associada à melhoria do atendimento clínico e ao empenho dos profissionais de saúde.

Segundo o chefe da Repartição de Prevenção e Controlo de Doenças, Leonardo de Oliveira, a redução da mortalidade está ligada à melhoria do atendimento nas unidades sanitárias, mas o elevado número de casos continua a preocupar o sector.

“O combate à malária exige maior envolvimento das comunidades, sobretudo no uso correcto e contínuo dos mosquiteiros, na eliminação de águas paradas e na limpeza dos quintais”, afirmou Leonardo de Oliveira, em entrevista ao Rigor.

Em relação à cólera, o responsável explicou que a província enfrentou um surto iniciado em Outubro de 2025, que resultou em 1.029 casos e 13 mortes. A doença afectou vários distritos, com destaque para Moma, Memba, Eráti e Nacala-Porto, onde foram instalados centros de tratamento.

Leonardo de Oliveira alertou ainda que, nos últimos meses de 2025, a província registou uma média de cerca de 15 internamentos por dia por cólera, mantendo o sector da saúde em estado de alerta. Por isso, o Serviço Provincial de Saúde reforçou o apelo ao consumo de água tratada ou fervida, à lavagem frequente das mãos com água e sabão, à higiene dos alimentos e ao uso correcto de latrinas.

“O sector da saúde, em coordenação com o Governo e parceiros, está a intensificar as acções de prevenção e controlo, com foco no envolvimento comunitário. A promoção do tratamento da água, o uso adequado de latrinas, a higiene dos alimentos e a lavagem frequente das mãos são fundamentais, porque a cólera é transmitida pela via fecal-oral”, explicou.

O Serviço Provincial de Saúde sublinha que a prevenção da malária e da cólera não depende apenas das unidades sanitárias, mas sobretudo da mudança de comportamento ao nível familiar e comunitário.

“O elevado número de casos registados no ano passado e no presente ano mostra que é urgente reforçar a prevenção nas famílias e nas comunidades, para evitar mortes que podem ser evitadas”, concluiu Leonardo de Oliveira.Vânia Jacinto

 

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