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ECONOMIA

Nampula sem fundos para garantir a logística dos exames finais

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Falta de verbas ameaça arranque das provas e afecta mais de 340 mil alunos

A menos de duas semanas do início dos exames finais do ensino primário e secundário, as direcções distritais de Educação da província de Nampula continuam sem receber os fundos necessários para suportar o processo de avaliação de mais de 340 mil alunos.

O cenário foi denunciado durante uma reunião com o governador da província de Nampula, que juntou os 23 directores distritais de Educação e Juventude, realizada na cidade de Nampula, com o objectivo de preparar a realização dos exames agendados para o dia 20 de Novembro.

De acordo com os dirigentes distritais, a ausência de transferências financeiras ameaça paralisar actividades essenciais, como a compra de combustível, o pagamento de ajudas de custo aos fiscais e o transporte das provas.

“A maior dificuldade está na libertação da conta financeira, sobretudo na rubrica de combustível e ajudas de custo”, afirmou a directora distrital de Educação de Moma, que descreveu a situação como “crítica e sem precedentes”.

A falta de meios junta-se a problemas de segurança em alguns postos administrativos, onde as provas já não têm locais seguros para armazenamento. Em Moma e Lalaua, postos policiais e administrativos foram destruídos, obrigando as autoridades locais a guardar os exames nos próprios gabinetes distritais, sob vigilância permanente.

“Antes deixávamos os exames no comando distrital, mas essas infra-estruturas já não existem. Actualmente, são guardados no gabinete do director, com controlo 24 horas por dia”, explicou Albertino Alberto, director distrital de Educação e Juventude de Lalaua.

O mesmo responsável denunciou que, em Lalaua, nenhum fundo foi transferido para a conta financeira durante todo o ano de 2025.

“Tanto no primeiro semestre como neste trimestre que termina, não houve qualquer fundo. Pedimos que a situação seja revista com urgência, porque as escolas estão a funcionar sem apoio logístico”, apelou.

Em Meconta, o director distrital de Educação, Titos Alexo, reconheceu igualmente as limitações financeiras, mas destacou o apoio de parceiros, como a Save the Children, que tem ajudado a suprir carências de transporte.

“Graças à Save the Children conseguimos algum combustível para deslocações à cidade de Nampula. Pedimos também que seja revista a taxa de exames — 30 meticais para a 10.ª classe e 50 para a 12.ª — valores desactualizados desde 2006”, referiu.

Contactado pelo Jornal Rigor, o director provincial de Educação de Nampula, que presidiu a reunião, recusou prestar declarações sobre a crise financeira que afecta o sector. No entanto, fontes próximas da instituição revelaram que a Direcção Provincial deve cerca de 5.920.670 meticais, referentes a salários em atraso e fornecimento de alimentos durante os exames de 2024.

Ao todo, o processo de avaliação envolverá 341.022 alunos, distribuídos por 12.224 juris, com 24.460 professores vigilantes em toda a província. José Luís

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