ECONOMIA
Investir na ciência é investir no futuro, diz Secretário de Estado de Nampula
O Secretário de Estado da Província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, defendeu esta segunda-feira (10) que investir na ciência e na tecnologia é investir no futuro, na criatividade e no bem-estar das comunidades moçambicanas. O governante falava durante as celebrações do Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, realizadas sob o lema “Unir a Ciência à Sociedade”, num evento que reuniu estudantes, docentes e investigadores de várias instituições de ensino e pesquisa.
O acto decorreu na cidade de Nampula e incluiu demonstrações de experiências científicas, exposições temáticas e entrega de certificados e prémios aos melhores projectos apresentados por estudantes e professores. A iniciativa teve como objectivo estimular o gosto pela investigação e aproximar o conhecimento científico das comunidades locais, num contexto em que a inovação tecnológica assume papel cada vez mais determinante no desenvolvimento do país.
Durante a sua intervenção, Plácido Pereira destacou a importância da juventude na construção de um Moçambique inovador e competitivo, sublinhando que o país precisa de apostar fortemente em educação científica de qualidade. “Tivemos o privilégio de assistir à apresentação de projectos desenvolvidos por alunos e estudantes, que representam o futuro da inovação tecnológica em Moçambique. Estes jovens são a prova de que investir na educação científica e tecnológica é investir num futuro sustentável, criativo e competitivo para o nosso país”, afirmou.
O Secretário de Estado considerou que a efeméride constitui um momento de reflexão sobre o papel transformador da ciência no progresso humano e na aproximação do saber científico às realidades concretas das comunidades. “Esta data, proclamada pela UNESCO em 2001, convida-nos a reflectir sobre a importância de aproximar o conhecimento científico às necessidades e prioridades das nossas comunidades. Uma ciência aberta, inclusiva e participativa é uma força poderosa para promover a paz, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar colectivo”, frisou.
Pereira salientou que a ciência não deve ser um domínio reservado aos laboratórios ou às universidades, mas sim uma ferramenta prática de transformação social. “Unir a ciência à sociedade significa promover a colaboração entre instituições e o diálogo entre o saber científico e o conhecimento tradicional. Significa, acima de tudo, garantir que a ciência responda às prioridades nacionais — desde a segurança alimentar, à saúde, à energia sustentável, à preservação ambiental e à transformação digital que hoje molda o futuro das nações”, explicou.
O governante recordou que o Governo de Moçambique, através do Ministério da Educação e Cultura, tem procurado reforçar as políticas de valorização da ciência, com destaque para o apoio a centros de investigação e projectos de inovação tecnológica. Segundo disse, estas acções demonstram o compromisso do Estado em consolidar a ciência como motor do desenvolvimento sustentável, essencial para o crescimento económico e a inclusão social.
Pereira defendeu ainda que a partilha do conhecimento científico deve ser um direito de todos os cidadãos, apelando à criação de mais espaços de diálogo entre cientistas e comunidades. “A ciência tem de estar próxima das pessoas, responder aos seus desafios e inspirar soluções locais. Quando a sociedade compreende e participa na ciência, todos ganhamos: ganha o país, ganha o cidadão e ganha o futuro”, concluiu. Assane Júnior
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