ECONOMIA
Coral Norte FLNG promete elevar receitas de Moçambique para 23 mil milhões USD
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reuniu-se esta quinta-feira, em Maputo, com o Director Executivo da multinacional italiana ENI, Claudio Descalzi, para analisar os impactos do novo projecto Coral Norte FLNG, que representa a expansão da exploração de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma.
Segundo a petrolífera, o Coral Norte permitirá aumentar de 16 mil milhões para 23 mil milhões de dólares norte-americanos a receita estimada da vida útil conjunta com o Coral Sul, reforçando a posição de Moçambique como um dos principais produtores mundiais de gás natural. “Este é um grande projecto, que trará impacto positivo não só em termos de receitas, mas também em rendimentos para a população”, disse Descalzi.
Entre os avanços destacados pelo CEO está o aumento substancial do investimento em conteúdo local, que passa de 800 milhões para três mil milhões de dólares. Esta aposta visa fortalecer as empresas moçambicanas e criar novas oportunidades de negócios em sectores ligados à indústria do gás. “Também duplicámos o emprego, e isso são boas notícias, sobretudo para os jovens moçambicanos”, acrescentou.
O encontro também abordou a necessidade de diversificação económica, com a agricultura a ganhar espaço nas prioridades. Descalzi revelou que a ENI pretende investir em programas agrícolas que poderão gerar até 100 mil novos postos de trabalho, apontando o sector como uma via para o emprego massivo e para a redução da dependência exclusiva dos recursos naturais.
Outro compromisso firmado foi o desenvolvimento de uma central eléctrica de 75 megawatts, que deverá ampliar o acesso à energia e apoiar o crescimento industrial e social. “Temos muitos projectos em curso e as nossas equipas trabalham em grande sintonia com o Governo de Moçambique”, assegurou o CEO da ENI.
O responsável sublinhou ainda a relação de confiança construída com as autoridades moçambicanas como um factor decisivo para a consolidação dos investimentos. “Quando se investem 16 mil milhões de dólares num país, é porque se acredita nele, nas suas instituições e no seu povo”, frisou. Redacção
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