ECONOMIA
MF diz que Banco de Desenvolvimento quer transformar recursos em progresso palpável
O Ministério das Finanças assegura que a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique surge da necessidade de dar expressão prática às riquezas e potencialidades do país, com o objectivo de transformar os recursos nacionais em progresso concreto para as populações.
A explicação foi dada em Nampula pelo Coordenador de Reformas Económicas do Ministério das Finanças, João José Macaringue, que sublinhou ser insuficiente reconhecer que Moçambique é rico em recursos, sem que isso se traduza em melhorias palpáveis na vida dos cidadãos.
Macaringue explicou que a nova instituição está a ser concebida com a missão de financiar projectos estruturantes, capazes de gerar efeitos multiplicadores em toda a economia. “Este banco nasce para olhar para os aspectos estruturais, como estradas, pontes ou indústrias transformadoras, cujos benefícios se estendem a vários sectores e comunidades”, sublinhou.
O responsável acrescentou que o Banco de Desenvolvimento será estruturado com base numa gestão transparente, previsível e segura, para garantir a eficácia da sua missão. “Queremos um banco robusto, com órgãos de direcção sólidos e com a participação de parceiros internacionais de desenvolvimento, que reforcem a sua capacidade de intervenção e evitem interferências na sua gestão”, destacou.
Ao diferenciar a futura instituição do BNI – Banco Nacional de Investimento e da banca comercial, Macaringue foi taxativo: “Enquanto o BNI funciona como um banco convencional, este banco terá uma natureza distinta, olhando para projectos de grande envergadura, com impacto a longo prazo, que podem levar 20 ou 25 anos a gerar resultados.”
O coordenador lembrou ainda que o Governo tem em curso outras iniciativas para facilitar o acesso ao crédito, citando o Fundo de Garantia Mutuária, actualmente na fase final de implementação. “Este fundo destina-se a apoiar as empresas no acesso ao financiamento, sobretudo quando não dispõem de colaterais para garantir os empréstimos”, precisou. Redacção
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