SOCIEDADE
Raiva matou 22 pessoas em Nampula nos últimos cinco anos
A província de Nampula registou, no último quinquénio, 22 óbitos provocados pela raiva, de um universo superior a 11.600 pessoas mordidas por cães. As autoridades de saúde e agricultura destacam que cerca de 40% das vítimas eram crianças em idade escolar, o que reforça a vulnerabilidade deste grupo e a necessidade de intensificar a prevenção.
Segundo o director provincial da Agricultura e Pescas, Manuel Chicamesse, só nos primeiros seis meses de 2025 houve 995 casos de mordeduras caninas, que resultaram em quatro mortes — o equivalente a 18% do total registado em cinco anos. Para o responsável, este cenário é alarmante, sobretudo por se tratar de uma doença 100% prevenível através da vacinação regular de cães e gatos e do acesso imediato aos cuidados médicos.
Durante a cerimónia provincial do Dia Mundial de Luta contra a Raiva, Chicamesse, em representação do governador Eduardo Abdula, apelou à população para denunciar de imediato os casos de mordedura e procurar tratamento nos centros de saúde.
“Se alguém for mordido por um cão ou gato, deve informar os pais, professores ou encarregados, lavar a ferida com água e sabão e dirigir-se ao hospital. O tratamento é gratuito e inclui a vacina antirrábica e a antitetânica”, explicou.
O dirigente lançou ainda um apelo especial às crianças, lembrando que muitas escondem dos adultos quando são atacadas por medo de represálias.
“Não podem ficar calados ou isolar-se no quarto. Devem falar de imediato com os pais ou professores para receberem assistência a tempo e salvar a vida”, alertou.
Em relação aos cães errantes, Chicamesse pediu às comunidades que não tentem capturar os animais por conta própria.
“Existem equipas de pecuária treinadas com redes adequadas para este trabalho. Não se deve matar o animal, porque precisamos de colher amostras e confirmar se transmite ou não a raiva”, acrescentou.
As autoridades provinciais reafirmaram o compromisso de trabalhar com as comunidades para eliminar as mortes humanas por raiva até 2030, sublinhando que o maior desafio continua a ser a informação e sensibilização das famílias.
Recorde-se que o Dia Mundial de Luta contra a Raiva, assinalado a 28 de Setembro, foi transferido para esta segunda-feira (29) por ter coincidido com um domingo. No âmbito da celebração, foram vacinados vários cães e realizou-se uma pequena feira com venda de rações e produtos de higiene canina, numa iniciativa destinada a promover melhores cuidados com os animais. Redacção
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