ECONOMIA
Ponte sobre o rio Monapo reabre e restabelece ligação com Cabo Delgado
Seis meses depois de o ciclone Jude ter destruído a ponte sobre o rio Monapo, em Namialo, o Governo reabriu esta quarta-feira (17) o trânsito definitivo na Estrada Nacional Número Um (N1), devolvendo normalidade à circulação entre Nampula e Cabo Delgado.
A obra, orçada em 720.668.450,96 meticais, devolve confiança a milhares de cidadãos e transportadores que, desde Março, viram-se obrigados a usar um desvio precário que em vários momentos sofreu interrupções.

Fase inicial das obras de reconstrução da ponte sobre o rio Monapo, em Namialo, após a destruição provocada pelo ciclone Jude em Março.
O ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, disse que a reconstrução da ponte foi uma prioridade nacional. “Houve uma situação extremamente delicada, com o ciclone que cortou a ligação da zona norte do país. Ficámos durante quase 45 dias sem ligação para Cabo Delgado e Niassa. Hoje viemos aqui proceder à abertura e entrega desta ponte reforçada, que permite maior capacidade de vazão das águas e oferece mais resiliência para enfrentar futuras intempéries”, afirmou.
Matlombe sublinhou que o investimento representou um grande esforço do Estado, numa altura em que os recursos financeiros são limitados. “Este valor podia ser aplicado em outros sectores sociais, mas a prioridade foi devolver a ligação à população, às empresas e aos transportadores que dependem desta estrada”, acrescentou.
O governante lembrou que o corte da ponte deixou a região norte numa situação “extremamente delicada”, com desvios precários que por várias vezes ficaram intransitáveis, prejudicando a mobilidade de pessoas, o abastecimento de produtos essenciais e o funcionamento de fábricas em Namialo, que viram a sua actividade económica fortemente afectada.
Matlombe apelou à colaboração das comunidades locais na preservação da nova infraestrutura, alertando que práticas como a remoção de solos ao longo do rio podem acelerar a erosão. “É preciso que todos protejamos esta ponte, porque é um bem comum e estratégico para a economia e para a circulação nacional”, concluiu. Isabel Abdala
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