POLÍTICA
Cônsul do Brasil em Nampula aponta a província como polo promissor para investimentos agrícolas
O cônsul honorário do Brasil em Nampula, Aiuba Cuereneia, destacou esta terça-feira (09) o potencial da província como um verdadeiro celeiro de oportunidades para o agronegócio e a agro-indústria. O diplomata falava na abertura do Simpósio Brasil–Moçambique: relações que ultrapassam os 50 anos, realizado no Centro Cultural da cidade de Nampula, em parceria com a Universidade Rovuma.
Segundo Cuereneia, a província reúne condições únicas, desde as vastas terras aráveis e o clima favorável até à mão-de-obra jovem e dinâmica, capazes de impulsionar a produtividade agrícola e o desenvolvimento sustentável. “A cooperação entre instituições e empresas brasileiras e moçambicanas em Nampula pode representar um salto significativo na segurança alimentar e na modernização da agricultura”, afirmou.
O diplomata sublinhou que o Brasil possui experiência consolidada em tecnologias agrícolas, cooperativas e extensão rural, podendo partilhar boas práticas com Moçambique. “Da mesma forma, temos muito a aprender com a riqueza da agricultura moçambicana e os saberes locais transmitidos de geração em geração”, acrescentou.
Para Cuereneia, o simpósio não deve ser apenas um momento de celebração dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países, mas também uma oportunidade para renovar compromissos, alinhar propósitos e desenhar novos projectos comuns.
Falando sobre as relações, o cônsul disse que Brasil e Moçambique partilham mais do que a língua portuguesa: partilham uma história de solidariedade, cultura e cooperação que se fortalece ao longo do tempo. Recordou que as duas nações celebraram no passado domingo, 7 de Setembro, datas carregadas de simbolismo – a independência do Brasil, em 1822, e a assinatura dos Acordos de Lusaka, em 1974, que abriram caminho para a independência de Moçambique. Para Aiuba Cuereneia, esta coincidência histórica “não é um simples detalhe no calendário, mas a prova de uma profunda conexão entre dois povos guiados pela autodeterminação e liberdade”.
O diplomata acrescentou ainda que as cinco décadas de relações diplomáticas representam uma trajectória de confiança mútua e respeito à soberania, traduzida em cooperação técnica, intercâmbio cultural e académico, além do fortalecimento dos laços económicos. “Celebramos mais do que um marco temporal; celebramos uma irmandade que se reflecte na educação, na saúde, na cultura, no turismo e no agronegócio, sectores estratégicos para ambos os países”, concluiu. Redacção
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