DESPORTO
Las Buganvilias sonham com o Malawi, mas enfrentam falta de apoios
Com o convite já confirmado para participar na quinta edição do Bravehearts International Basketball Challenge (BIBC), agendado para os dias 29 a 31 de Agosto, no Malawi, a equipa feminina Las Buganvilias, de Nampula, vive entre a esperança e a incerteza. O entusiasmo pela oportunidade única de representar Moçambique além-fronteiras contrasta com a angústia da falta de condições financeiras e logísticas que ameaçam a concretização do sonho.
Das doze atletas inscritas, quatro ainda não conseguiram obter o passaporte. Além disso, a equipa não dispõe de transporte para a deslocação da delegação nem garante de alojamento no país vizinho. A poucos dias do torneio, o risco de ver o sonho adiado é real.
Em entrevista ao Rigor, Iolanda Napoleão, presidente da equipa Las Buganvilias, lembrou que o projecto nasceu do sonho antigo de jogadoras veteranas que queriam massificar o basquetebol em Nampula, sobretudo entre raparigas e jovens. “Este convite representa uma oportunidade única de mostrar as potencialidades das nossas atletas num campeonato internacional. Vai permitir ganhar experiência, elevar o nível competitivo da equipa e, quem sabe, trazer medalhas e troféus que elevariam a moral das jogadoras.”

Atletas da equipa feminina Las Buganvilias, de Nampula, durante uma sessão de treinos. Apesar da incerteza sobre a participação no torneio internacional do Malawi, o grupo mantém-se unido e focado na preparação.
Mais do que resultados desportivos, a participação no torneio poderá abrir portas para parcerias futuras e dar visibilidade às atletas locais. Mas, para isso, Las Buganvilias precisam de apoio imediato. “Temos dificuldades de transporte, deslocação e alojamento. Apelamos a qualquer entidade interessada em apoiar. Em contrapartida, a equipa compromete-se a publicitar a marca dos parceiros durante os jogos no Malawi”, reforçou a presidente, explicando que apesar da incerteza sobre a participação no torneio, as atletas das Las Buganvilias continuam a treinar diariamente em Nampula, mantendo vivo o sonho de representar Moçambique no Malawi.
O grito de esperança ecoa em Nampula, onde um grupo de raparigas continua a treinar com a convicção de que pode levar Moçambique a brilhar no estrangeiro. Mas, como sublinhou a presidente da equipa, Iolanda Napoleão, isso só será possível se a sociedade, as empresas e as instituições se juntarem a este esforço colectivo. Faizal Raimo
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