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SOCIEDADE

Sociólogo Óscar Namuholopa alerta: redes sociais estão a criar alunos mais preguiçosos em Moçambique

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Óscar Namuholopa alerta igualmente para o risco de dependência digital e perda de criatividade entre estudantes

O sociólogo Óscar Namuholopa alertou para os riscos do uso excessivo das redes sociais e de ferramentas de inteligência artificial por parte dos estudantes, afirmando que a dependência digital ameaça a criatividade e o desenvolvimento de competências essenciais. Segundo o académico, quando os alunos transferem para estas plataformas a responsabilidade de pensar e resolver tarefas escolares, comprometem a sua capacidade de análise e de resolução autónoma de problemas.

Namuholopa considera que esta prática está a criar estudantes “mais preguiçosos” e menos preparados para enfrentar desafios reais. “Há alunos que tudo o que é produção escolar deixam para as redes sociais ou para indústrias que produzem monografias”, afirmou, referindo que a tendência reduz a capacidade inovadora e enfraquece o desempenho académico.

O sociólogo sublinhou que a dependência digital pode ser facilmente identificada: “Basta propor uma situação simples para perceber que o estudante não consegue responder sem recorrer aos meios sociais”. Para Namuholopa, este comportamento diminui a autonomia intelectual e prejudica o pensamento crítico, tornando os jovens excessivamente dependentes de “uma inteligência que não é deles”.

Apesar dos riscos, o académico reconhece que as redes sociais podem ser aliadas no processo de aprendizagem, desde que usadas de forma responsável e com objetivos claros. “Se forem utilizadas com competência, ajudam a complementar o estudo. O problema surge quando substituem o raciocínio próprio”, explicou. Namuholopa apelou à comunidade escolar e aos próprios estudantes para que usem estas ferramentas como apoio, e não como substituto do pensamento criativo e inovador.

Sociólogo Óscar Namuholopa

Para o sociólogo, o uso responsável das redes sociais exige que o estudante tenha um papel ativo no processo de aprendizagem, utilizando-as para reforçar e aprofundar conhecimentos, e não apenas para obter respostas prontas. “O aprendizado deve ser um meio de desenvolver capacidades próprias. É preciso que os jovens não dependam das redes sociais para tudo o que for resposta exigida da sua competência”, defendeu.

Namuholopa concluiu apelando a pais, professores e gestores escolares para que incentivem práticas pedagógicas que estimulem o raciocínio independente e a criatividade. “Devemos formar jovens que pensem por si, que tenham iniciativa e que saibam resolver problemas concretos sem depender de acessórios externos para pensar”, afirmou, lembrando que o equilíbrio entre tecnologia e pensamento crítico é fundamental para o sucesso académico e profissional.

 

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