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Nampula poderá usar drones e inteligência artificial na luta contra a malária
O Governo da Província de Nampula realizou nesta sexta-feira (04) um encontro com a empresa japonesa SORA TECHNOLOGY, com vista à criação de uma parceria inovadora nas áreas da saúde e agricultura, com foco no combate à malária e no uso de tecnologias inteligentes para promover o desenvolvimento sustentável.
O encontro foi dirigido pelo Governador Eduardo Mariamo Abdula e contou com a presença do representante da SORA TECHNOLOGY, Masaki Umeda, que apresentou um conjunto de soluções tecnológicas avançadas baseadas na utilização de drones e inteligência artificial (IA).
“Temos vários programas em curso com o Governo japonês e parceiros privados, e queremos expandi-los para Nampula, que enfrenta sérios desafios em saúde e agricultura. Acreditamos que a tecnologia pode ser um catalisador real de mudança”, declarou Umeda.

Governador de Nampula recebe camiseta simbólica da SORA TECHNOLOGY com a mensagem em inglês: “Mundo Livre de Malária – é possível com drones
Uma das propostas mais inovadoras é o SORA Malaria Control, um sistema de vigilância e resposta à malária que combina drones de asa fixa — capazes de cobrir mais de 100 km a 80 km/h — com análise de dados por IA. Os drones mapeiam zonas com águas estagnadas e, através de uma aplicação móvel, orientam equipas locais a pulverizar apenas os focos de risco, reduzindo custos e aumentando a eficácia.
Outra ferramenta apresentada foi a Sala de Inteligência Solar em Saúde, que analisa dados meteorológicos e imagens de satélite para prever inundações e surtos de doenças como cólera e febre tifóide. Esta tecnologia já foi implementada com sucesso no Quénia e poderá ser adaptada à realidade de Nampula.
Agricultura inteligente e resiliente
No sector agrícola, a empresa propõe o uso de drones para diagnóstico do solo, avaliação do estado das culturas e pulverização de insumos. Através da SORA Agri Intelligence Room, é possível mapear áreas com baixa produtividade, excesso de humidade ou pragas, apoiando os agricultores na adopção de práticas mais eficientes e sustentáveis.
Umeda destacou que a experiência adquirida em plantações no Gana — onde se registou uma redução de 27% nos custos operacionais — poderá ser replicada em Nampula, com especial enfoque em culturas como mandioca, algodão e caju, altamente sensíveis às mudanças climáticas. Faizal Raimo
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ONION
Setembro 20, 2025 at 5:38 am
Vai ficar muito bem com essas inovações