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POLÍTICA

Secretário de Estado de Nampula apela à valorização do metical como símbolo de unidade e independência económica

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O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, afirmou esta semana que celebrar os 45 anos do metical é também uma oportunidade para reflectir sobre a unidade nacional e a independência económica de Moçambique. Falando durante a inauguração de uma exposição literária e artística sobre a luta de libertação nacional, Pereira apelou à valorização da moeda moçambicana como instrumento de soberania, desenvolvimento e combate à falsificação.

“Celebrar os 45 anos do metical é também reflectir sobre a nossa unidade nacional e a independência económica. Precisamos fomentar a produção interna e diversificada, explorar de forma eficiente as nossas potencialidades e aumentar as exportações, contribuindo assim para a valorização da nossa moeda”, destacou o dirigente.

Plácido Pereira sublinhou ainda a importância do uso responsável do metical e reforçou a necessidade de combater a sua falsificação, uma prática que, segundo disse, compromete o valor real da moeda e a confiança da população no sistema financeiro.

Durante o seu discurso, o Secretário de Estado incentivou a população, especialmente os estudantes, a visitar gratuitamente a exposição inaugurada no Museu de Etnologia Nacional, em Nampula, onde estão expostas obras que retratam momentos marcantes da história de Moçambique:

“Exortamos alunos, escolas e a população em geral a visitarem esta mostra, onde estão reunidas obras que retratam, com grande mestria, as experiências vividas por combatentes, escritores e poetas ao longo das etapas marcantes da nossa história.”

Pereira aproveitou ainda o momento para recordar o massacre de Mueda, ocorrido em Cabo Delgado, como um episódio trágico mas crucial na luta de libertação, e condenou com veemência todos os actos que desvalorizam a moeda nacional e a dignidade do povo moçambicano.

A cerimónia contou com a presença de várias instituições locais, incluindo o Conselho Autárquico de Nampula, representado pela vereadora do pelouro da Educação, Ângela Benesse, que salientou o carácter pedagógico e inspirador da exposição:

“Os 50 anos de independência devem motivar os jovens a continuar a luta, agora voltada para a justiça social, o desenvolvimento sustentável, a educação de qualidade, a preservação da identidade cultural e a paz duradoura.”

Por sua vez, o director do Museu de Etnologia Nacional, Adriano Teculo, manifestou orgulho por acolher parte das celebrações do cinquentenário da independência nacional e destacou o valor histórico da instituição:

“É uma honra receber esta grande exposição, que revisita a trajetória do povo moçambicano desde os primórdios até os dias actuais. Este é o único museu do género no país, sem influências externas, e comprometido com a valorização da nossa história.”

A exposição, organizada pelo Museu Nacional de Etnologia, conta com a participação de várias instituições públicas e culturais da província de Nampula e insere-se nas celebrações dos cinquenta anos da independência nacional. Antecipando as comemorações que se assinalam no próximo dia 25 de Junho, a mostra serve como espaço de memória, reflexão e valorização da identidade histórica de Moçambique. Daniela Caetano

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