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SOCIEDADE

Nampula assinala Dia da Criança com apelo contra o trabalho infantil

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Na celebração do Dia Internacional da Criança, o Governo distrital de Nampula lançou um apelo firme contra a exploração infantil e reiterou o compromisso de proteger os direitos das crianças em situação de vulnerabilidade. A mensagem foi transmitida por Manuel Eduardo, director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social, durante a cerimónia oficial realizada na Praça dos Heróis.

“Devemos evitar mandar as crianças vender água, gelados ou qualquer outro produto. A criança não existe para sustentar a casa. O seu principal trabalho é estudar. Obrigar uma criança a trabalhar é crime”, afirmou o dirigente, apelando à consciência dos pais e encarregados de educação.

O evento decorreu sob o sub lema “50 anos consolidando os direitos e o bem-estar da criança”, e contou com a participação de escolas públicas e privadas, membros do Governo, continuadores de Moçambique, bem como representantes dos sectores da Acção Social e da Educação.

Apesar dos avanços alcançados, Manuel Eduardo reconheceu que o trabalho infantil continua a ser uma realidade séria e preocupante em Nampula. “Temos crianças nas ruas, a vender gelados e água. Muitas vezes isso acontece por causa da baixa renda das famílias. Estamos a trabalhar com agentes económicos para acolher e reorientar essas crianças, promovendo alternativas para apoiar as suas famílias”, explicou.

O dirigente reforçou que o papel dos pais é essencial na protecção dos direitos das crianças. “Devem ensinar os seus filhos a colaborar nas tarefas domésticas, como lavar pratos ou varrer o quintal, mas isso não pode ser confundido com trabalho infantil. A grande missão da criança é aprender”, disse.

Durante a cerimónia, várias crianças expressaram alegria pelo seu dia. Paulina Feliciano afirmou: “Sinto-me feliz porque hoje é o meu dia.” Arminda Lázaro acrescentou: “Estou contente. Celebrar o Dia da Criança é muito importante.” As suas mensagens foram acompanhadas por apelos à paz e à reconciliação nacional.

Rosa Benjamin, mãe presente na cerimónia, defendeu o reforço da protecção infantil, sobretudo na educação. “Os direitos das crianças estão a ser valorizados, mas ainda há desafios. Peço aos pais que acompanhem os seus filhos, que os valorizem e não os rejeitem.”

A jornada comemorativa foi marcada por actividades culturais, recreativas e pedagógicas, com o objectivo de promover a consciência colectiva sobre os direitos das crianças. “A criança é a flor que nunca murcha”, recordou Manuel Eduardo, citando Samora Machel. Zeferino Jumito

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