ECONOMIA
“Haiyu deu um restart ao desenvolvimento” — comunidades renascem em Angoche
Com obras visíveis, respostas rápidas e forte coordenação com a sociedade civil, a mineradora está a transformar a realidade das 13 comunidades hospedeiras. Líderes locais falam de um recomeço nunca antes visto, com água potável, escolas, centros de saúde e mercados a surgirem onde antes havia abandono.
A mineradora Haiyu Mozambique Mining, Co. Lda está a redesenhar o mapa do desenvolvimento no distrito de Angoche, província de Nampula, através de acções de responsabilidade social consideradas exemplares pela sociedade civil. A empresa, que actua em 13 comunidades hospedeiras, tem sido elogiada por líderes cívicos locais pela qualidade das infraestruturas construídas, pela rapidez de resposta às necessidades comunitárias e pelo modelo de diálogo aberto com as comunidades.
“Estamos a viver um recomeço de desenvolvimento em Angoche. Nunca antes vimos um movimento desta dimensão, com impacto directo na vida das pessoas”, afirma Júlio Custódio, coordenador da Plataforma Distrital das Organização da Sociedade Civil de Angoche, que integra 48 organizações locais.
Segundo o dirigente, a Haiyu tem vindo a edificar infraestruturas estratégicas como escolas, centros de saúde, mercados, furos e fontenárias de água, sistemas de eletrificação e sanitários públicos, em consonância com as prioridades definidas pelas próprias comunidades durante as consultas públicas.

Júlio Custódio, coordenador da Plataforma Distrital das Organização da Sociedade Civil de Angoche
“Antes era apenas promessa. Hoje vemos escolas reais, centros de saúde funcionais e água potável em zonas críticas. É um novo rosto para Angoche”, garante.
Obras que mudam o quotidiano
As treze comunidades hospedeiras antes enfrentavam sérios problemas de acesso à água, mas, numa acção concreta e visível, a Haiyu construiu mais de 20 furos de água em apenas 30 dias, fruto de uma coordenação eficaz entre a própria empresa, a sociedade civil e o governo.
“A empresa não ficou à espera. Interveio rapidamente onde havia carência urgente. Isso salva vidas e melhora o dia a dia das famílias”, sublinha Júlio.
A construção de cinco mercados comunitários também tem dinamizado o comércio local e encorajado o empreendedorismo nas comunidades. Pequenos negócios começam a florescer, incentivados pelas melhores condições criadas.
Qualidade reconhecida, com olhos atentos da comunidade
Abacar Raúl, presidente da plataforma acima mencionada, reforça a ideia de que a empresa tem cumprido com rigor o seu Plano Estratégico de Responsabilidade Social Empresarial (PERSE) 2022–2026, já com mais de 90% de execução.

Abacar Raúl, presidente da Plataforma Distrital das Organizações da Sociedade Civil de Angoche
“Não se trata apenas de cumprir metas, mas de cumprir com qualidade. As escolas e os sanitários que visitámos são motivo de orgulho para todos”, disse ao Jornal Rigor.
A sociedade civil tem desempenhado um papel activo na monitoria das obras, participando em reuniões tripartidas com o governo e a empresa, garantindo que as intervenções correspondem às prioridades reais das comunidades.
“É a primeira vez que sentimos que a sociedade civil tem voz e é levada a sério. Monitoramos as obras, damos recomendações e vemos resultados”, diz Júlio.
Ainda assim, há apelos por melhorias, como a inclusão de rampas de acesso para pessoas com deficiência em algumas escolas. Fora isso, o balanço é extremamente positivo.
Desenvolvimento com rosto humano
O plano em referência tem-se centrado em áreas-chave como educação, saúde, saneamento e bem-estar comunitário, sendo amplamente reconhecido como um exemplo de como a actividade mineira pode coexistir com o desenvolvimento humano sustentável.
“Não estamos a falar apenas de obras. Estamos a falar de dignidade, inclusão e oportunidades reais para as pessoas”, sublinha Abacar Raúl, presidente da Plataforma Distrital das Organizações da Sociedade Civil de Angoche.
Um dos exemplos mais marcantes é o hospital de referência de Sangage, cuja construção tem tido impacto directo na vida das populações.
“Hoje, as pessoas já não precisam de caminhar 20 quilómetros para receber assistência médica. Isso é desenvolvimento com rosto humano”, reforça Júlio Custódio, coordenador da referida plataforma.
Questionado sobre as recomendações futuras, Abacar Raúl foi claro ao defender a continuidade e o compromisso da empresa até ao final do actual ciclo da implementação do PERSE:
“O nosso apelo à empresa é que não recue. Que continue firme na implementação do seu plano, para que possamos juntos responder às carências ainda existentes nas comunidades”, concluiu. Redacção
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