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POLÍTICA

50 anos de independência: Secretário de Estado reconhece desafios e convoca Nampula a transformar potencial em prosperidade

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O Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, aproveitou a celebração do 25 de Junho para lançar um apelo à reflexão colectiva sobre os caminhos que Moçambique ainda precisa de trilhar. Num discurso realista e mobilizador, o dirigente destacou os desafios que persistem 50 anos depois da independência, com destaque para a vulnerabilidade climática, o impacto do terrorismo, as doenças endémicas e a urgente necessidade de garantir emprego e dignidade à juventude.

“Celebrar os 50 anos não é apenas recordar o passado, mas reflectir sobre o futuro que queremos construir”, afirmou, diante de veteranos da luta de libertação, representantes do governo, deputados e membros da sociedade civil. “Precisamos de instituições públicas mais íntegras, mais próximas do cidadão e livres da corrupção.”

Plácido Nerino sublinhou que Nampula, uma das províncias mais populosas do país, tem potencialidades vastas que devem ser postas ao serviço do crescimento económico e do bem-estar das populações. Apelou à valorização da produção interna, ao combate à desnutrição crónica e à promoção do auto-emprego para jovens.

“Devemos transformar o nosso potencial em prosperidade real, garantindo segurança alimentar, infra-estruturas sociais, oportunidades económicas e esperança para as futuras gerações”, destacou.

“Com a independência, tornámo-nos donos do nosso destino”

Num tom igualmente patriótico, o Secretário de Estado lembrou o significado profundo da madrugada de 25 de Junho de 1975, quando Samora Moisés Machel proclamou a independência total e completa de Moçambique no Estádio da Machava. “Foi o fim da longa noite colonial. Deixámos de ser estrangeiros na nossa própria terra e tornámo-nos donos do nosso destino”, afirmou.

Plácido Nerino prestou homenagem aos combatentes da luta de libertação, destacando o sacrifício de homens e mulheres que colocaram a pátria acima de si próprios. “Hoje rendemos tributo aos veteranos e cidadãos cujos feitos engrandecem a nossa pátria. A sua coragem é o pilar da liberdade que desfrutamos.”

O governante destacou também os avanços registados ao longo de cinco décadas: expansão de escolas e hospitais, construção de estradas e pontes, maior fornecimento de energia e água potável, consolidação da democracia multipartidária e descentralização administrativa.

“Edificámos um Estado de direito, emancipámos a mulher, promovemos a liberdade de expressão e modernizámos a administração pública. Mas permanecem desafios importantes — o combate à corrupção, a moralização da sociedade e o aprofundamento da descentralização devem ser metas permanentes”, declarou.

Plácido Nerino concluiu o seu discurso com um apelo à unidade nacional, ao reforço do espírito de cidadania e à construção de um futuro centrado no bem-estar comum. “Recebemos das gerações anteriores a responsabilidade de nunca desistir dos nossos sonhos. E compreendemos que as futuras gerações contam connosco para herdar uma Nação e uma Província melhores.”

“Devemos iniciar a jornada dos próximos 50 anos com mais coragem, mais foco e mais união”, disse, convidando os moçambicanos a celebrarem a sua história com orgulho, mas com os olhos postos no futuro. Redacção 

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