OPINIÃO
Valorização dos saberes tradicionais e responsabilidade social
O acesso ao ensino superior e à formação académica não deve resultar no afastamento das nossas raízes culturais. Pelo contrário, o Estado e as instituições devem reconhecer que os líderes tradicionais desempenham um papel estruturante na coesão social, na mediação comunitária e na transmissão de valores culturais que sustentam a identidade nacional.
A cura africana tradicional, baseada no conhecimento ancestral das plantas medicinais, na espiritualidade e na relação equilibrada entre o indivíduo, a comunidade e a natureza, constitui uma prática de saúde complementar que tem contribuído, ao longo de gerações, para a promoção do bem-estar das populações. Procurar um curandeiro com o objectivo de preservar ou recuperar a saúde tradicional não se confunde, nem deve ser confundido, com práticas de bruxaria orientadas à obtenção de sorte, riqueza ou vantagem em detrimento do sofrimento de terceiros.
É fundamental que esta distinção seja clara no discurso público e nas políticas culturais e de saúde. A bruxaria que promove o mal, a intriga e a destruição social não pode ser legitimada, enquanto o saber tradicional orientado para a cura, a prevenção e a harmonia social deve ser protegido, regulamentado e valorizado como património cultural imaterial.
Assim, o verdadeiro desenvolvimento constrói-se através do diálogo entre o conhecimento científico moderno e os saberes tradicionais, respeitando os princípios éticos, a dignidade humana e a identidade cultural do povo moçambicano.
Luis Vasconcelos- Um olhar atento
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