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SOCIEDADE

Trigémeos recém-nascidos em Nampula sem leite suficiente para sobreviver

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Três bebés recém-nascidos no Hospital Central de Nampula estão a enfrentar um início de vida marcado pela incerteza, depois de a mãe não conseguir produzir leite suficiente para alimentar os trigémeos, nascidos por parto normal no dia 8 de Janeiro.

A mãe, Domingas Adelino Rupaneque, de 25 anos, explica que os três bebés choram ao mesmo tempo de fome e que, por não conseguir amamentar todos em simultâneo, é obrigada a alternar entre eles, deixando sempre um a chorar enquanto os outros dois mamam.

“Quando os três choram ao mesmo tempo, fico sem saber o que fazer. Dou leite a um, depois largo para pegar no outro, e o outro fica a chorar. Eu preciso de ajuda, preciso de leite para os meus filhos”, desabafou.

Além dos trigémeos, a família já tem outras três crianças pequenas, o que agrava ainda mais a situação. A mãe encontra-se em período pós-parto e, por isso, não consegue trabalhar, ficando totalmente dependente de ajuda externa para alimentar os seis filhos.

O pai, Certo Samuel, de 26 anos, que vive de biscates e trabalho ocasional em armazéns, afirma que a alegria do nascimento triplo rapidamente deu lugar à angústia.

“Deus ajudou no parto, foi normal e sem complicações. Mas agora a nossa maior dor é a comida e o leite. São três bebés. Eu não tenho como comprar leite, fraldas e roupas para todos”, disse.

A família reside no bairro de Murrapaniua, no posto administrativo de Natikire, e apela ao Governo, às instituições de solidariedade social e à sociedade civil para apoio urgente, de modo a garantir alimentação, fraldas e vestuário aos recém-nascidos.

“Os meus filhos não podem começar a vida assim. Precisamos mesmo de ajuda”, implora a mãe.

Em Nampula, casos como este expõem a dura realidade de milhares de famílias pobres que, mesmo após um parto bem-sucedido, enfrentam dificuldades extremas para garantir a sobrevivência dos seus filhos. Vânia Jacinto

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