POLÍTICA
Talapa apela à união e reconciliação nacional durante o Eid, em Nampula
A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defendeu que os muçulmanos moçambicanos devem assumir um papel activo na promoção da coesão, da moralização social e do desenvolvimento do país, sublinhando que “nada se pode construir sem a participação de cada cidadão”.
Falando esta sexta-feira (6) na cidade de Nampula, onde se juntou à comunidade islâmica local para celebrar o Eid al-Adha, Talapa disse que o momento deve servir de reflexão para todos os moçambicanos, sobretudo os jovens, sobre o dever de contribuir para uma sociedade mais unida, justa e pacífica.
Além de deixar votos de “Eid Mubarak” a todos os muçulmanos, Talapa destacou que Moçambique é um exemplo de convivência religiosa. “Somos um único povo. Nas nossas famílias convivem diferentes crenças e religiões, e essa harmonia deve ser preservada como base para o desenvolvimento da nossa pátria amada”, frisou.
Talapa apelou ainda para que o dia festivo sirva como incentivo à reconciliação nacional e à pacificação da família moçambicana. “Que cada um faça a sua parte. Que sejamos todos promotores da paz e da moralidade. É assim que se edifica o país que todos desejamos”, afirmou.
O Eid al-Adha, ou Festa do Sacrifício, é uma das datas mais sagradas do Islão, celebrada em memória da obediência do profeta Ibrahima, que se dispôs a sacrificar o filho em devoção a Allah. Marca-se com o abate ritual de animais, cuja carne é repartida entre familiares, vizinhos e pessoas carenciadas, simbolizando fé, solidariedade e partilha.

Na mesma cerimónia, o sheik Niquerão Jacinto explicou os fundamentos espirituais do sacrifício animal que marca o Eid al-Adha, lembrando que o ritual remonta ao profeta Ibrahima e simboliza a fé, a entrega e a solidariedade. “É um acto que deve ser feito com consciência, partilhando a carne com os necessitados, como nos ensinou o profeta Muhammad — que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele”, disse.
O sheik apelou também à solidariedade com as vítimas dos ciclones em Nampula, exortando os fiéis a destinarem parte dos seus sacrifícios para apoiar os mais vulneráveis. Terminou com uma oração por Moçambique, pedindo a Allah proteção para os jovens contra o álcool e as drogas, o fim da corrupção e a paz para Cabo Delgado, Palestina e outras zonas em conflito.
A celebração do Eid al-Adha ocorre no décimo dia do mês islâmico de Dhul Hijjah, coincidindo com o fim da peregrinação a Meca (Hajj), e simboliza a fé, a obediência e a solidariedade entre os muçulmanos.
Faizal Raimo
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