POLÍTICA
Secretário de Estado exige administradores técnicos, íntegros e comprometidos com o bem público
Plácido Pereira destaca importância da articulação entre representantes do Estado e autarquias nos distritos com municípios
O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, exigiu dos novos administradores distritais uma liderança assente em competências técnicas, sentido ético e firme compromisso com o interesse público. Falando esta quinta-feira (19), durante a cerimónia de posse de oito novos administradores, o dirigente sublinhou que o cargo é de elevada responsabilidade e não se compadece com improvisos nem vaidades.
“Não são super-homens, mas são dirigentes superiores do Estado. Espera-se de vós liderança, planificação e coragem para tomar decisões difíceis”, afirmou. Para o Secretário de Estado, o exercício eficaz da administração distrital requer habilidades técnicas, humanas e conceptuais, bem como domínio sobre planificação, finanças, legislação local, gestão de recursos naturais e coordenação com instituições do Estado.
Plácido Pereira foi claro ao apontar que o administrador distrital é a face visível do poder do Estado e deve ser exemplo de integridade e transparência. “Devem dirigir com ética e coragem, responsabilizar os que cometem irregularidades e combater sem tolerância os actos de corrupção”, advertiu, encorajando os empossados a aplicarem medidas disciplinares e até criminais sempre que a situação o exigir. “Não podemos continuar com receio de agir por medo de feitiçarias ou represálias. O administrador deve proteger o bem público”, reforçou.
Outro ponto enfatizado foi a articulação com os órgãos de governação descentralizada e autarquias locais, nos distritos onde existam municípios. O Secretário de Estado lembrou que a legislação é clara quanto às competências de cada entidade e pediu diálogo constante entre os administradores e os presidentes dos conselhos autárquicos. “Evitemos sobreposições de funções e disputas institucionais. O que o povo quer são soluções, não guerras de competências”, sublinhou.
Plácido Pereira explicou que o administrador, como representante do Estado no distrito, deve acompanhar o cumprimento das decisões emanadas pelo Governo Central, promovendo a articulação com as autarquias locais e prestando informações regulares à Assembleia Provincial e ao Conselho Executivo Provincial. “Não ignorem os representantes do povo. Recebam-nos, escutem-nos e informem sobre o que está a ser feito, mesmo quando não for possível fazer”, orientou.
Durante o discurso, o governante também alertou para o uso estratégico dos poucos recursos disponíveis, o reforço da planificação participativa, a valorização dos postos administrativos e das localidades, e o papel dos administradores na prevenção de desastres, combate à criminalidade e preservação da ordem pública. Pediu ainda rigor na gestão do pessoal, evitando transferências indevidas de técnicos essenciais à saúde, educação e justiça.
“Ser administrador distrital não é apenas um título. É uma missão exigente que requer coragem, humildade, visão estratégica e proximidade com o povo. Só assim teremos distritos funcionais, resilientes e com um rumo claro de desenvolvimento”, concluiu.
Tomaram posse os administradores distritais Leonel Majonque, para o distrito de Mecuburi; Haia Ossufo Paquile, em Nacarôa; Felisberta Armando Joaquim, em Mogovolas; Patrício M’Pagai, em Nacala-a-Velha; Josina Emília Assane Taipo, na Ilha de Moçambique; Maurício Mutolino, em Angoche; Élio Rosa de Oliveira Rareque, em Mossuril; e Bernardino Paulo Campira, no distrito de Malema. Faizal Raimo
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