POLÍTICA
PR descreve Luísa Diogo como “memória viva do Estado” e guardiã silenciosa das instituições
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou esta sexta-feira uma dimensão pouco falada da trajectória de Luísa Diogo: o seu papel como construtora silenciosa do Estado moçambicano, durante a homenagem fúnebre realizada no contexto do Luto Nacional decretado pelo Governo.
Mais do que uma líder política, Chapo apresentou Luísa Diogo como uma figura que estruturou o funcionamento do Estado por dentro, moldando instituições, reformas e processos que continuam a sustentar a governação pública. “A sua vida foi serviço, foi Estado, foi História e foi Testemunho”, afirmou, sublinhando que a sua ausência deixa um vazio num momento em que o país ainda precisava da sua experiência e visão.
Num discurso carregado de simbolismo, o Chefe do Estado descreveu a antiga Primeira-Ministra como uma mulher cuja vida se confundiu com a própria construção do Estado moderno moçambicano, não pelo discurso, mas pela acção concreta, pelas decisões estruturantes e pela forma como transformou a economia num instrumento de dignidade social.
Chapo destacou ainda que Luísa Diogo representava um tipo raro de liderança: firme, serena e silenciosa, orientada mais para resultados do que para visibilidade. “Onde muitos viam números, Luísa Diogo via pessoas. Onde muitos viam contas, Luísa Diogo via o futuro de Moçambique”, declarou, ligando a sua visão económica ao bem-estar colectivo.
O Presidente recordou também a sua origem humilde, nascida numa machamba de arroz, em Mágoè, província de Tete, como símbolo de superação e da ligação profunda entre a sua trajectória pessoal e a história social do país. Para Chapo, essa origem explica a sua sensibilidade social e a forma como sempre entendeu o desenvolvimento como inclusão e não apenas crescimento económico.
Ao evocar o seu percurso, o Chefe do Estado destacou que Luísa Diogo atravessou alguns dos períodos mais exigentes da história nacional, desde as reformas económicas até à reconstrução no pós-guerra, assumindo responsabilidades decisivas sem nunca se afastar do sentido de serviço público.
No plano humano, Chapo dirigiu palavras de conforto à família, sublinhando o “preço silencioso do serviço ao Estado”, vivido longe dos holofotes, mas com entrega total à Pátria.
O Governo decretou dois dias de Luto Nacional e Funeral Oficial, em reconhecimento do contributo de Luísa Diogo para o fortalecimento da governação pública e da arquitectura institucional do Estado moçambicano. Redacção
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