SOCIEDADE
Polícia diz que desvio de medicamentos no HCN envolve uma rede organizada
A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula garantiu, esta quarta-feira (3), estar no encalço de mais integrantes da rede que desviava medicamentos e material médico-cirúrgico do Hospital Central de Nampula (HCN).
A informação foi avançada pelo porta-voz da corporação, Dércio Samuel, durante a habitual conferência de imprensa que culminou com a apresentação pública, na Segunda Esquadra, dos três profissionais do HCN envolvidos no caso de desvio de material médico, flagrados na última segunda-feira (1), no interior de uma viatura estacionada no recinto da unidade sanitária. Na ocasião, Dércio Samuel sublinhou que a polícia já possui pistas sobre outros profissionais que integram a quadrilha, bem como dos compradores do material desviado, e assegurou que estes poderão ser apresentados nos próximos dias.
“Nos próximos dias poderemos apresentar outros integrantes da quadrilha porque já temos algumas pistas da sua localização. A polícia também constatou que já se tinham realizado algumas transferências no valor de 6.800 meticais como forma de garantia do envio do produto”, explicou.
Entre o material recuperado constam 14 caixas de cloreto de sódio, 10 caixas de ampicilina injectável, cinco caixas de gentamicina, dois motores de ar condicionado, um processador e um teclado de computador.
Em relação aos três indiciados, o porta-voz da corporação explicou que um deles é motorista da Área Administrativa do Hospital Central de Nampula, de 42 anos de idade, que foi detido em flagrante delito. O segundo é um agente de serviços, de 44 anos, que assumiu o seu envolvimento no caso, enquanto o terceiro, também agente de serviços afecto ao Departamento de Serviços Gerais, nega as acusações que sobre ele recaem.
“Durante as investigações, a polícia conseguiu constatar que esta não é a primeira vez, mas sim a sexta vez que cometiam este acto. Neste momento, há um trabalho investigativo intenso a ser realizado com vista à neutralização dos compradores. Há também suspeitas do envolvimento de outros funcionários porque se trata de uma rede”, salientou.
Na habitual conferência de imprensa, o porta-voz da PRM falou ainda sobre o desmantelamento de várias bocas de fumo na cidade de Nampula, operação que culminou com a detenção de 11 indivíduos indiciados pela venda e consumo da droga vulgarmente conhecida por “Makha”
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Domingos Castelo César
Junho 3, 2026 at 6:47 pm
Acredito também tratar-se de um esquema que envolve muitos. Porque não é possível sair material e não se saber quem é.
Esses nos matam na vida. Vamos no hospital e ouça dizer: Este medicamento aqui não tem, mas se precisar podemos contactar alguém do bairro. Esse documento bairro onde e com quem apanha os medicamentos?