POLÍTICA
PODEMOS na AP diz que Eduardo Abdula mostrou liderança num dos anos mais difíceis para Nampula
O chefe da bancada do partido PODEMOS na Assembleia Provincial (AP) de Nampula, Martins Noronha, considera que o primeiro ano de governação do governador Eduardo Mariamo Abdula decorreu num dos contextos mais difíceis dos últimos tempos, marcado por manifestações, vandalização de infra-estruturas públicas e impactos de fenómenos naturais.
Falando ao Jornal Rigor, Martins Noronha afirmou que o período de 2025 para 2026 foi de grande pressão para a governação provincial, com vários distritos afectados por ciclones e cheias, incluindo Nacala, Nacala Velha, Memba, Mossuril e outras zonas da província.
Segundo o dirigente político, para além dos desastres naturais, a província enfrentou também os efeitos das manifestações, que resultaram na destruição de edifícios públicos, comandos policiais e degradação de várias infra-estruturas.
Para Martins Noronha, governar num contexto desta natureza exigiu coragem política e capacidade de liderança, sublinhando que Abdula conseguiu manter a governação em funcionamento apesar das dificuldades.
“O governador arregaçou as mangas e esteve no terreno, apoiando directamente as comunidades afectadas e procurando devolver Nampula à normalidade, mesmo num ambiente muito difícil”, afirmou.
O chefe da bancada do PODEMOS na AP considera ainda que Abdula levou a governação “a bom porto”, destacando o seu envolvimento directo em acções de apoio às populações e na recuperação gradual da província.
Na sua avaliação, o governador tem trabalhado para devolver a Nampula o seu papel histórico como capital económica do norte do país, através de iniciativas ligadas à economia, turismo, agricultura e melhoria da imagem da província.
Martins Noronha destacou também a presença do governador em zonas afectadas pela insegurança, como o distrito de Memba, considerando que essa atitude demonstra compromisso com a população em momentos críticos.
Para o dirigente do PODEMOS, a postura do governador, de estar próximo do povo em tempos difíceis, reforça a confiança da população e contribui para a estabilidade social na província.
Apesar dos desafios, Martins Noronha defende que o primeiro ano de governação deve ser visto como um período de resistência, reorganização e preparação para resultados mais visíveis nos próximos anos.
Segundo ele, a continuidade da liderança no terreno e o reforço das acções governativas poderão permitir que Nampula recupere com mais força, depois de um ano marcado por crises sucessivas. Faizal Raimo
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