POLÍTICA
Partidos da oposição condenam o assassinato de Dom Osório e exigem investigação rigorosa
Os partidos políticos da oposição em Moçambique condenaram o assassinato de Dom Osório Citora Afonso, ocorrido em sua residência episcopal em Quelimane, e exigiram das autoridades judiciárias uma investigação célere e transparente para identificar os autores materiais e morais do crime.
Os partidos falavam após a missa exequial de Dom Osório Citora, Bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Beira.
O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, afirmou que é fundamental que as autoridades não apenas identifiquem os executores, mas também os mandantes do assassinato.
“Todas as cores, todas as pessoas de diferentes raças e tribos são aceites e ouvidas. Por isso, essa acção que aconteceu em Quelimane deve ser condenada. Desafiamos as autoridades da justiça a que investiguem, encontrem os verdadeiros actores da acção e, acima de tudo, os mandantes”, afirmou.
Por sua vez, a RENAMO, representada pelo chefe nacional de mobilização, Geraldo Carvalho, classificou o crime como inaceitável, sublinhando a crescente insegurança no país e a necessidade de responsabilização.
“Até que ponto chegamos? Ontem eram políticos, analistas, jornalistas, activistas; hoje é um homem de Deus que é assassinado dentro de sua própria residência. Até que ponto chegamos?”, questionou Geraldo, o qual reiterou que condena veementemente essa atitude e que é o momento de as autoridades responsabilizarem os mandantes.
Já o deputado do PODEMOS, Dias Coutinho, repudiou o acto, considerando-o macabro e afirmando que está a gerar um clima de intolerância e insegurança que tem vindo a crescer no país.
Coutinho afirmou ainda que o assassinato de figuras religiosas e críticas pode representar uma tentativa de intimidação.
“Dom Osório repudiava e denunciava as injustiças e as desigualdades sociais. Ele chorava as angústias de um povo que chora as suas tristezas. Então, é isto que incomodava o regime. O que incomoda o regime é que, basta tu falares a verdade, é o motivo para seres cravado de balas”, disse.
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