ECONOMIA
Grupo chinês anuncia instalação de fábrica de aço no norte de Moçambique
O norte de Moçambique poderá, a curto prazo, acolher a instalação de uma fábrica de aço, com base no uso de carvão nacional e centrada na transformação local de minérios. O projecto visa impulsionar a industrialização e aumentar a produção de bens com valor acrescentado no território nacional.
O anúncio foi feito esta segunda-feira (2 de Junho) pelo Presidente do Conselho de Administração do grupo empresarial chinês Wang-Kang Safira, Zhong He Liu, durante uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo, em Maputo.
“Nós queremos fazer uma fábrica de aço no norte e produzir produtos aqui em Moçambique”, afirmou o empresário, acrescentando que o grupo pretende diversificar os investimentos industriais com o objectivo de acelerar o crescimento económico do país.
Além da futura unidade siderúrgica, o grupo anunciou planos para a criação de uma zona económica especial no distrito da Moamba, província de Maputo, onde já opera a fábrica Safira Moçambique Cerâmica, inaugurada em Setembro de 2024 e considerada uma das maiores do sector em África.
“O primeiro passo é estabelecer uma zona económica especial em Moamba”, disse Zhong, que destacou o apoio institucional recebido desde o início dos investimentos no país. “O Presidente conhece-nos, temos a fábrica de cerâmica em Moamba, e fomos encorajados a continuar a investir e a ajudar a população e a economia de Moçambique.”
Durante a audiência, o Presidente Daniel Chapo saudou o compromisso do grupo e incentivou a expansão de investimentos com enfoque na criação de empregos e no bem-estar das comunidades. A reunião serviu também para avaliar os progressos das iniciativas em curso e identificar novas oportunidades de cooperação económica com o país.
O Grupo Wang-Kang, de origem chinesa, é um conglomerado com presença destacada na indústria transformadora. Desde a sua entrada no mercado moçambicano, em 2024, através da Safira Moçambique Cerâmica, tem vindo a afirmar-se como parceiro estratégico para a industrialização nacional, empregando centenas de moçambicanos e posicionando o país como uma referência na produção cerâmica no continente africano. Faizal Raimo
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José Luzia
Junho 3, 2025 at 4:36 pm
Só espero que estes chineses venham também a primar pelo respeito dos trabalhadores a par do que dizem quererem contribuir para o desenvolvimento industrial de Moçambique