CULTURA
Chapo destaca a Cultura como motor de desenvolvimento económico e social
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta segunda-feira (18), em Tete, que a cultura deve ser encarada como motor de desenvolvimento económico e social, e não apenas como um elemento identitário. Segundo o Chefe de Estado, as indústrias criativas têm potencial para “gerar emprego, dinamizar comunidades, fomentar o turismo e contribuir para o produto interno bruto”.
Ao abrir a fase nacional do 12.º Festival da Cultura, que reúne mais de 1.200 fazedores de artes e cultura de todas as províncias, Chapo destacou o impacto imediato do evento na província anfitriã.
“São estes dias, cerca de mil e duzentas pessoas provenientes de todas as partes do país que fazem parte das artes e culturas. Para além daquelas outras que vêm assistir e acompanhar este festival, nesta cidade de Tete o volume de negócios vai aumentar, as compras vão aumentar e a economia da cidade de Tete e da província vai ser mais dinâmica”, sublinhou.
Políticas públicas em curso
O Presidente reafirmou que o Executivo vai continuar a implementar políticas públicas que reconheçam a cultura como sector estruturante da economia moçambicana. Mencionou programas de valorização do património histórico, de profissionalização do sector e de apoio a iniciativas culturais inovadoras.
“Reafirmamos aqui o compromisso de que a cultura, as artes e as indústrias criativas estão no centro das prioridades do nosso Governo”, declarou.
Orgulho e responsabilidade internacional
Chapo lembrou que várias manifestações culturais moçambicanas já foram inscritas como património mundial da humanidade pela UNESCO, como a Ilha de Moçambique, a Timbila de Zavala, o Nhau e o Mapico. Acrescentou ainda que, recentemente, o Parque Nacional do Maputo foi reconhecido como património mundial, reforçando a necessidade de preservação.
“Estes títulos internacionais orgulham-nos como um povo e como uma nação, mas são também de grande responsabilidade. Eles exigem um compromisso na conservação, na transmissão e na valorização do que temos de mais autêntico como povo”, frisou.
Cultura como identidade e futuro
Na sua intervenção, o Chefe de Estado foi além da dimensão económica, realçando que a cultura é também identidade e instrumento de unidade nacional. “Não há desenvolvimento sem a paz, sem a segurança, sem amor ao próximo e sem a cultura, porque a cultura é a identidade de um povo”, afirmou.
Para ele, investir na cultura é investir no futuro: “Ao reconhecermos o valor económico da cultura, damos-lhe a condição de pilar estratégico do nosso desenvolvimento sustentável”.
Chapo acrescentou que a cultura é “o bem comum que aproxima os moçambicanos, desde as comunidades até às cidades. Sem cultura, a independência seria apenas formal. A cultura é o sol que nunca desce, memória sempre presente do nosso povo”.
O Chefe de Estado terminou a sua intervenção convidando todos a verem no festival “o verdadeiro conservador da identidade de cada moçambicano” e apelou às escolas para que promovam cada vez mais a cultura. Vanésio Valder, Tete
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