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Bispos moçambicanos exaltam legado de Francisco: “Aprendemos a ser uma Igreja em saída, comprometida com a reconciliação e a paz”
A Conferência Episcopal de Moçambique presta homenagem ao Papa e recorda sua visita histórica ao país em 2019
“Com o Papa Francisco, aprendemos a ser uma Igreja em saída, comprometida com a reconciliação e com a paz.” É com estas palavras que os bispos moçambicanos, através da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), homenagearam o falecido Pontífice, cuja morte foi confirmada esta Segunda-feira (21) pelo Vaticano.
Em declaração à imprensa, Dom Osório Citora Afonso, Bispo Auxiliar de Maputo e Secretário-Geral da CEM, destacou que a passagem do Papa pela vida da Igreja moçambicana deixou marcas profundas de proximidade, solidariedade e amor ao povo.
A CEM expressou “profundo pesar” pela morte de Sua Santidade, classificando-o como “homem de fé e pastor incansável dos pobres e marginalizados”. Para os bispos, Francisco foi mais do que um chefe da Igreja: foi um verdadeiro irmão para Moçambique.
“A sua proximidade, o seu carinho e a sua solidariedade com o nosso povo foram manifestos não apenas nas palavras, mas também nos gestos”, sublinhou Dom Osório, recordando a visita apostólica de Setembro de 2019 como um dos momentos mais marcantes da relação entre o Papa e os moçambicanos.

Pormenor da conferência de imprensa
A Conferência Episcopal também destacou a audiência com Francisco em 2024, quando todos os bispos moçambicanos foram recebidos em Roma. Na ocasião, o Papa reforçou a missão de uma Igreja viva, presente nas comunidades e empenhada na construção da paz.
Em sinal de unidade com a Igreja universal, os bispos convidaram todos os fiéis e pessoas de boa vontade a unirem-se em oração pela alma do Santo Padre. “Confiamos a sua alma ao Senhor da Vida, que nunca abandona”, disse o secretário-geral da CEM.
Dom Osório recordou ainda o gesto final de Francisco no Domingo de Páscoa, quando apareceu publicamente na varanda da Basílica de São Pedro para dar a sua última bênção ao mundo. “Morreu no primeiro dia da oitava da Páscoa, depois de saudar o povo na sua última saudação. Um testemunho de coragem, fé e entrega até ao fim.”
A Igreja Católica em Moçambique junta-se, assim, à Igreja universal em luto, mas também em acção de graças por uma vida profundamente marcada pelo testemunho do Evangelho, pela humildade e pela defesa incansável da dignidade humana. Faizal raimo
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